Declaração de Hammack sobre inflação
A presidente do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, Beth Hammack, afirmou nesta quarta-feira que a inflação persistentemente alta é agora a maior preocupação da autoridade monetária. Em discurso preparado para um evento em Ohio, Hammack destacou que os recentes dados de inflação vieram acima do esperado, sugerindo que o progresso em direção à meta de 2% pode estar estagnado.
Contexto econômico e dados recentes
Nos últimos meses, a inflação ao consumidor nos Estados Unidos tem mostrado resistência, com o índice cheio subindo 3,3% em junho na comparação anual, ante 3,4% em maio. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, também permaneceu elevado em 3,4%. Hammack ressaltou que o mercado de trabalho continua apertado, com a taxa de desemprego em 4,1% e a criação de empregos ainda robusta.
Impacto na política monetária
“A inflação persistentemente alta é agora minha maior preocupação”, disse Hammack, que é membro votante do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) este ano. Ela indicou que o Fed precisa manter as taxas de juros elevadas por mais tempo para garantir que a inflação retorne à meta. “Acredito que precisamos ser pacientes e deixar a política monetária restritiva fazer seu trabalho”, acrescentou.
Expectativas de cortes de juros
As declarações de Hammack reforçam a visão de que o Fed não deve iniciar cortes de juros tão cedo. Atualmente, a taxa de referência está na faixa de 5,25% a 5,50%, e os mercados precificam uma chance reduzida de corte em setembro. Segundo dados do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros em setembro subiu para 65% após as falas de Hammack.
Reações do mercado
O dólar se fortaleceu ante uma cesta de moedas, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram. O índice DXY avançou 0,3%, e o rendimento da T-note de 10 anos atingiu 4,28%. Analistas avaliam que o tom hawkish de Hammack pode influenciar outros membros do Fomc.



