A C&A (CEAB3) divulgou nesta quinta-feira seu resultado do segundo trimestre de 2025, com lucro líquido ajustado de R$ 130 milhões, representando um avanço de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A varejista destacou que esse foi o melhor resultado para um segundo trimestre em sua história, com margem líquida ajustada de 6,2%, ante 6,1% um ano antes.
Lucro reportado cai 11,2% por efeitos não recorrentes
O lucro líquido reportado, por sua vez, totalizou R$ 177 milhões, uma queda de 11,2% frente aos R$ 200 milhões apurados no segundo trimestre de 2024. A comparação foi impactada por efeitos não recorrentes nos dois períodos. O resultado deste trimestre foi beneficiado pela reversão de uma provisão de cerca de R$ 80,7 milhões, decorrente da reavaliação do risco associado a créditos de PIS e Cofins. Já o segundo trimestre do ano passado contou com o reconhecimento de R$ 154,3 milhões pela alienação da carteira remanescente do Bradescard.
Ebitda ajustado recua 0,6%, pressionado por desmobilizações
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 435 milhões, uma redução de 0,6% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada diminuiu 0,4 ponto porcentual, para 20,9%. Apesar da expansão da margem bruta, a empresa destacou que o indicador foi pressionado pela desmobilização da operação de telefonia e pelo encerramento da parceria com o Bradescard, que reduziram a diluição das despesas operacionais. “Excluindo esses efeitos, a companhia teria apresentado um leve incremento na margem do trimestre”, afirmou a C&A em seu relatório de resultados.
Receita de vestuário cresce 5,6% com coleção de inverno
A receita líquida consolidada alcançou R$ 2,082 bilhões, um crescimento de 1,2% ante o mesmo intervalo de 2024. Já a receita líquida de vestuário somou R$ 1,895 bilhão, com avanço anual de 5,6%. As vendas em mesmas lojas (SSS) da categoria cresceram 4,1%, sobre uma base de comparação de alta de 17% no segundo trimestre do ano passado. A C&A atribuiu o desempenho à coleção de inverno, desenvolvida a partir da estratégia de testes iniciada no ano passado, e destacou que o resultado foi alcançado apesar do menor fluxo de clientes nas lojas durante a Copa do Mundo.
Margem bruta atinge 58,1%, com 20 trimestres de expansão no vestuário
A margem bruta consolidada atingiu 58,1%, uma expansão de 1,4 ponto porcentual na comparação anual. Em vestuário, a margem avançou 0,6 ponto, para 59,1%, completando 20 trimestres consecutivos de expansão, segundo a companhia. No digital, a receita das vendas realizadas pelo site e pelo aplicativo cresceu 33,3%, para R$ 154,3 milhões, e passou a representar 7,7% das vendas de mercadorias, um avanço de 1,8 ponto porcentual em um ano.
Resultado financeiro melhora e dívida cai
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 73,8 milhões, uma melhora de 15,3% ante o resultado negativo de R$ 87,1 milhões registrado um ano antes. As despesas financeiras diminuíram 21,9%, para R$ 117 milhões, favorecidas pela redução dos juros sobre empréstimos e pelo fim dos encargos relacionados ao Bradescard. A dívida bruta encerrou junho em R$ 952 milhões, uma queda anual de 26,2%. O caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras totalizaram R$ 782 milhões, resultando em caixa líquido de R$ 170 milhões, 40,6% abaixo do registrado um ano antes.
Investimentos somam R$ 119,6 mi e incluem novas lojas
Os investimentos totalizaram R$ 119,6 milhões, um aumento de 6,6%. Os recursos foram destinados à expansão e modernização das lojas, à cadeia de suprimentos e a projetos de transformação digital e tecnologia. No trimestre, a C&A inaugurou duas lojas no conceito Energia e abriu a primeira unidade da marca esportiva ACE.



