O Brasil acaba de ultrapassar a marca de 300 centros de serviços compartilhados (CSCs) em operação, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Centros de Serviços Compartilhados (ABSC). O número representa um crescimento de 20% em relação ao ano anterior, consolidando o país como um dos principais polos da América Latina nesse modelo de negócios.
Crescimento do setor
O avanço dos CSCs no Brasil é impulsionado pela busca das empresas por maior eficiência e redução de custos. “Com a digitalização, os centros evoluíram de áreas de back-office para hubs de inovação”, afirma Carlos Mendes, presidente da ABSC. O estudo aponta que 65% dos CSCs já utilizam inteligência artificial em processos como contabilidade, RH e atendimento ao cliente.
Distribuição regional
A região Sudeste concentra 70% dos centros, com destaque para São Paulo, que abriga 120 unidades. No entanto, o Nordeste vem ganhando espaço, com 15% de participação. “A descentralização é tendência, especialmente por custos mais baixos e talentos locais”, explica Mendes.
Impacto nas empresas
Empresas com CSCs reportam economia de até 30% em processos administrativos, segundo a pesquisa. Além disso, a satisfação dos funcionários aumenta devido à padronização. “O profissional de CSC deixou de ser operacional e passou a atuar como analista de dados”, completa o presidente da ABSC. A expectativa é que o país atinja 400 centros até 2028.



