A Bradsaúde (SAUD3), empresa de planos de saúde e rede hospitalar do grupo Bradesco, reportou lucro líquido de R$ 1,11 bilhão no segundo trimestre de 2026, um avanço de 24,8% na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado pela receita total em expansão de dois dígitos, embora a sinistralidade tenha apresentado leve aumento, conforme balanço divulgado nesta segunda-feira.
Resultado semestral e receita em alta
No acumulado do primeiro semestre, o lucro da companhia atingiu R$ 2,056 bilhões, um crescimento de 32,9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A receita líquida do segundo trimestre somou R$ 13,871 bilhões, um aumento de 10,8% na base anual. Nos seis primeiros meses de 2026, a receita totalizou R$ 27,262 bilhões, alta de 9,8% frente a 2025.
Expansão da base de clientes
A companhia, criada no início deste ano a partir da consolidação das operações do Bradesco no setor de saúde, registrou crescimento de 6,7% no número de clientes, que chegou a 13,6 milhões ao final de junho. Desse total, 4,1 milhões são beneficiários de planos de saúde e 9,5 milhões de planos odontológicos.
Indicadores operacionais
O tíquete médio da operação de saúde subiu 1,9%, enquanto o de odontológico recuou 0,9%. A sinistralidade consolidada passou de 82,2% no segundo trimestre de 2025 para 83,8% no período encerrado em junho de 2026. O resultado operacional cresceu 17%, alcançando R$ 1,5 bilhão, e a receita total avançou 10,8%, para R$ 13,87 bilhões.
Liquidez robusta
A BradSaúde encerrou o trimestre com R$ 29,553 bilhões em ativos financeiros, incluindo caixa e aplicações. Segundo a empresa, esse montante assegura uma sólida posição de liquidez para suportar o crescimento das operações e o cumprimento das exigências regulatórias.



