A Bradsaúde, uma das maiores operadoras de planos de saúde do país, anunciou nesta quarta-feira (3) um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no segundo trimestre de 2026, uma alta de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo crescimento da carteira de beneficiários e pela melhora na sinistralidade, que caiu para 78%, ante 81% no segundo trimestre de 2025.
Receita e expansão da carteira
A receita operacional da companhia somou R$ 8,5 bilhões no trimestre, um aumento de 12% na comparação anual. Esse crescimento foi puxado principalmente pela expansão da carteira, que ganhou 150 mil novos beneficiários nos últimos 12 meses, totalizando 6,2 milhões de vidas. Segundo a empresa, a estratégia de focar em planos empresariais e na regionalização da atuação tem se mostrado eficaz.
“O segundo trimestre foi marcado por um forte desempenho operacional, com crescimento consistente da receita e controle rígido de custos. Estamos confiantes de que vamos manter essa trajetória de crescimento sustentável”, afirmou o diretor-presidente da Bradsaúde, Carlos Eduardo Souza, em teleconferência com analistas.
Controle de sinistralidade e eficiência
A sinistralidade, indicador que mede a relação entre despesas assistenciais e receitas, caiu para 78% no trimestre. A redução foi atribuída a uma gestão mais eficiente da rede credenciada e a programas de prevenção e cuidado com a saúde dos beneficiários. A companhia também destacou a implementação de novas tecnologias de telemedicina e prontuário eletrônico, que ajudaram a reduzir custos e melhorar a qualidade do atendimento.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,8 bilhão no trimestre, alta de 18% em relação ao mesmo período de 2025, com margem de 21,2%. A geração de caixa operacional foi de R$ 1,2 bilhão, um aumento de 10%.
Impacto no setor e perspectivas
O resultado da Bradsaúde vem em um momento de recuperação do setor de saúde suplementar, que enfrentou altas taxas de sinistralidade durante a pandemia. Especialistas apontam que a tendência de melhora deve continuar, impulsionada pelo envelhecimento da população e pela demanda por serviços de saúde de qualidade.
“A Bradsaúde está colhendo os frutos de uma gestão disciplinada e de investimentos em tecnologia. O setor como um todo deve se beneficiar dessa tendência, com operadoras mais eficientes e sustentáveis”, comentou a analista de saúde da consultoria Insight Saúde, Mariana Ribeiro.
Para o segundo semestre, a Bradsaúde projeta manter o ritmo de crescimento, com foco em expansão orgânica e possíveis aquisições de operadoras menores em regiões estratégicas. A companhia também planeja lançar novos produtos voltados para o segmento de saúde mental e atenção primária.
Perspectivas para os próximos trimestres
A Bradsaúde informou que está investindo R$ 500 milhões em tecnologia e inovação até o final do ano, com o objetivo de digitalizar ainda mais seus processos e melhorar a experiência do cliente. A empresa também anunciou a abertura de 20 novos centros médicos próprios em cidades do interior, ampliando sua rede de atendimento.
“Nossa meta é continuar crescendo de forma rentável, mantendo a qualidade assistencial e a satisfação dos nossos beneficiários. Estamos confiantes no futuro do setor e no nosso papel de liderança”, concluiu o executivo.



