O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta quinta-feira (30) uma linha de crédito de até R$ 8 bilhões para reforçar as despesas de quatro companhias aéreas que operam voos domésticos no Brasil: Azul, Abaeté, Gol e Latam. Os recursos, provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), poderão ser utilizados até dezembro de 2026. A medida busca dar investimento rápido às empresas diante da forte alta nos custos do combustível de aviação, que quase dobrou entre abril e maio deste ano em consequência da escalada da guerra no Oriente Médio.
Condições do financiamento
A linha de financiamento é destinada às empresas de transporte aéreo regular doméstico. Os financiamentos terão taxa de juros fixa de 4% ao ano, definida pelo Comitê Gestor do FNAC (CGFNAC), e prazo de até 60 meses para pagamento. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou: "São companhias que já foram fortemente impactadas pelos efeitos da pandemia e que agora enfrentam o aumento de custo no combustível de aviação devido à guerra no Oriente Médio."
Redução do preço do querosene
Paralelamente ao anúncio do BNDES, a Petrobras reduziu em 14,2% o preço do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras. A diminuição reflete a queda recente nas cotações internacionais do petróleo e a melhora nas margens de refino. A medida alivia parcialmente o custo das companhias aéreas, que enfrentam uma alta de quase 100% no combustível desde abril.
Impacto no setor aéreo
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, destacou que a iniciativa fortalece a sustentabilidade financeira das companhias, essencial para manter a oferta de voos e empregos. Já o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Juliano Noman, afirmou que "o apoio é compatível com a relevância do setor para a economia".
As quatro companhias beneficiadas respondem por cerca de 90% do mercado doméstico de aviação no Brasil. A medida do BNDES soma-se a outras ações do governo federal para mitigar os efeitos da crise no Oriente Médio sobre o transporte aéreo, como a ampliação de linhas de crédito e a redução de tributos sobre o combustível.



