A Philip Morris International (PMI) inaugurou um campus de produção no valor de US$ 1,2 bilhão nos Estados Unidos, dedicado à expansão da marca Zyn, linha de sachês de nicotina. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (27) pela empresa, que busca consolidar sua presença no mercado de produtos alternativos ao cigarro.
Detalhes do investimento
O campus, localizado em Aurora, Colorado, terá capacidade para produzir bilhões de unidades do Zyn por ano. A PMI informou que o investimento gerará cerca de 1.000 empregos diretos na região. Segundo o CEO da Philip Morris, Jacek Olczak, o objetivo é atender à crescente demanda global por produtos de nicotina oral, que oferecem menor risco em comparação aos cigarros tradicionais.
“Estamos comprometidos em construir um futuro sem fumaça, e a expansão do Zyn é um passo fundamental nessa estratégia”, afirmou Olczak em comunicado à imprensa.
Impacto no mercado
A Zyn, adquirida pela PMI em 2022 por US$ 16 bilhões (incluindo a Swedish Match), já é líder no segmento de sachês de nicotina nos EUA. Com a nova fábrica, a empresa espera aumentar sua participação em mercados internacionais, especialmente na Europa e Ásia, onde a regulação favorece produtos de risco reduzido.
Dados da empresa indicam que o mercado global de nicotina oral deve crescer a uma taxa anual de 15% até 2030. A PMI planeja que 50% de sua receita venha de produtos livres de fumaça até 2030.
Contexto regulatório
A expansão ocorre em meio a um cenário regulatório cada vez mais restritivo para cigarros tradicionais. Nos EUA, a FDA tem aprovado autorizações de marketing para produtos como o Zyn, classificando-os como “apropriados para a proteção da saúde pública”.
Por outro lado, críticos apontam que os sachês de nicotina podem atrair jovens e criar dependência. A PMI afirma que adota medidas rigorosas para evitar o uso por menores de idade, incluindo embalagens com selos de segurança e campanhas educativas.



