A Ambev, maior empresa de bebidas do Brasil, reportou um lucro líquido de R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma alta de 24,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou as projeções do mercado, que esperava um crescimento mais modesto. A companhia também anunciou a distribuição de R$ 1 bilhão em proventos aos acionistas, reforçando sua política de remuneração.
Desempenho operacional impulsiona resultado
O crescimento do lucro foi impulsionado por uma combinação de aumento de receita e controle de custos. A receita líquida da Ambev cresceu 12,3% no trimestre, para R$ 18,5 bilhões, sustentada pelo bom desempenho no mercado brasileiro e na América Latina. A margem Ebitda ajustada melhorou 2,5 pontos percentuais, para 38,7%, refletindo ganhos de eficiência operacional e redução de despesas.
"Estamos satisfeitos com os resultados do trimestre, que demonstram a resiliência do nosso modelo de negócios e a capacidade de gerar valor mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador", afirmou o CEO da Ambev, Jean Jereissati, em comunicado.
Proventos e perspectivas
O conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 1 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio, o que representa um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor será pago em duas parcelas, nos meses de setembro e outubro.
Para o segundo semestre, a Ambev projeta manter o ritmo de crescimento, apesar da inflação elevada e dos juros altos. A empresa planeja investir em inovação de produtos e expansão de capacidade produtiva, além de continuar focando em eficiência.
Reação do mercado
As ações da Ambev (ABEV3) subiram 3,5% no pregão seguinte à divulgação do balanço, refletindo a surpresa positiva com os números. Analistas destacam que a empresa conseguiu navegar bem o cenário de custos altos de commodities e logística.
"A Ambev entregou um trimestre robusto, com crescimento de lucro acima do esperado e uma política de dividendos generosa. Isso reforça a tese de investimento na empresa como uma geradora de caixa consistente", comentou o analista do Credit Suisse, Pedro Viana.



