Cronologia da morte do cachorro influencer Poze na Argentina
Morte do cachorro Poze na Argentina: cronologia

Os proprietários do camping Chacra Wharton, em El Bolsón, na Patagônia, negam que o cachorro influencer Poze, de Campinas (SP), tenha sido morto em sua propriedade ou que tenham ocultado o corpo do animal. Mariana, uma das responsáveis pelo local, afirmou ao g1 que as cadelas da propriedade correram atrás de um cachorro na noite do desaparecimento, mas que não sabem se era Poze. "Estava escuro, era de noite. Não sabemos se era o Poze. O que eu vi foi que o cachorro saiu da nossa casa", declarou. Ela também negou ter armas em casa.

Relembre o caso

Poze, conhecido como "frentiscão", desapareceu por volta das 20h30 de 12 de junho durante uma viagem de trailer da família, acompanhado por outros três cães: Matuê, Nagalli e Flávia. Após intensas buscas e cartazes pela região, a família confirmou a morte do animal em 19 de junho. O tutor, Giovanni Fernandes, publicou nas redes sociais em 27 de junho que o esposo de Mariana teria ocultado o corpo e os ameaçado com um revólver. Após a manifestação do camping, Giovanni classificou as declarações como mentirosas e afirmou que pretende tomar medidas judiciais.

Versão do camping

Mariana explicou que o camping abriga galinhas e ovelhas, e que as cadelas são soltas à noite para proteger o rebanho. Ela negou qualquer envolvimento e disse que as acusações se baseiam em fofocas. "Não escondemos nada, muito menos um corpo. Procuramos por toda a nossa chácara e não o vimos. Eles [os donos] colocaram um cartaz de procura na nossa porta. Não temos armas em casa", afirmou.

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Versão da família

A família brasileira alega que o proprietário do terreno inicialmente fingiu ajudar, mas depois confessou a uma testemunha em uma loja de bebidas que suas cadelas mataram Poze e que o corpo "jamais seria encontrado". Segundo Giovanni, ao confrontarem o homem, ele os ameaçou com uma arma. "Essa mesma pessoa nos ameaçou com uma arma quando nós começamos a descobrir as coisas que sabemos agora e temos como provar", relatou. Giovanni acionou a polícia argentina e já retornou ao Brasil. "O que dói não é só a perda, é saber que nos tiraram o direito de tentar salvar ele, de viver nosso luto enterrando o nosso cachorro... Mas não aceitaremos carregar a culpa que pertence a quem viu o que aconteceu e escolheu transformar a nossa semana em uma semana de mentiras e sofrimento".

O desaparecimento

A família viajava com quatro cães e estava no camping, o único hospedado no local. Giovanni contou que os cães brincavam soltos com os portões fechados. Ao chamá-los, Poze não voltou. Vizinhas de um hostel relataram ter ouvido latidos e barulhos de briga de cães vindos do camping. Os tutores chegaram a encontrar o proprietário saindo de carro, mas ele disse que não sabia de nada.

Quem era Poze

Poze era ex-cachorro de rua, adotado em um posto de combustíveis da família de Giovanni. No posto, ele se juntou a Matuê, vira-lata caramelo de oito anos. A fama dos cães uniformizados inspirou Giovanni a criar um perfil nas redes sociais, que hoje tem mais de 1,1 milhão de seguidores. O perfil mostra a rotina e brincadeiras com os irmãos Nagalli e Flávia.

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