O chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei, Manuel Adorni, admitiu publicamente não ter declarado cerca de meio milhão de dólares em bens. Em declaração à imprensa, Adorni afirmou que os recursos eram provenientes de investimentos privados e em criptomoedas realizados antes de assumir o cargo no governo. Ele justificou a omissão dizendo que "poupava dinheiro por fora, como todos os argentinos".
Detalhes da declaração
Adorni explicou que o montante não declarado era fruto de economias pessoais e aplicações em ativos digitais. Segundo ele, a prática de manter recursos fora das declarações oficiais é comum no país. O chefe de gabinete prometeu corrigir a situação, apresentando uma declaração revisada e pagando as multas devidas.
Investigação em andamento
A nova declaração de Adorni será incorporada à investigação que já apura supostas inconsistências em seu patrimônio. O caso gerou repercussão na política argentina, com críticas da oposição e questionamentos sobre a transparência do governo Milei.
Adorni afirmou que não houve intenção de ocultar bens e que está disposto a colaborar com as autoridades. "Nunca tive a intenção de esconder nada, apenas segui uma prática que infelizmente é comum", declarou.



