O erro estratégico da direita
“Cavalo arreado não passa duas vezes”, diz o velho ditado popular. A direita teve uma oportunidade rara de lançar um candidato competitivo com reais condições de ganhar a eleição presidencial: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). No entanto, ao escolher seu filho Flávio, Jair Bolsonaro colocou o projeto familiar acima dos interesses nacionais. Segundo Deri Lemos Maia, de Araçatuba, a decisão pode custar caro para a direita. Tarcísio reunia as melhores condições: governa o Estado mais rico da Federação, mantém boa interlocução com partidos de centro e alcança cerca de 63% de aprovação. Flávio, por outro lado, tem pouco a oferecer além do sobrenome, e sua trajetória é marcada por controvérsias, como o caso das “rachadinhas”, sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e desgastes públicos. Enquanto a direita permanecer prisioneira do sobrenome Bolsonaro, dificilmente conquistará o eleitorado de centro, que decide as eleições presidenciais.
Críticas ao amadorismo da candidatura
Maurílio Polizello Junior, de Ribeirão Preto, aponta que faltou inteligência a Flávio no lançamento de sua pré-candidatura. Convidar o presidente argentino Javier Milei para o evento, que fez discurso moderado mas também criticou Lula e Alexandre de Moraes, foi um “tiro no pé”. A direita, agindo com amadorismo, se desintegra e joga mais uma gestão no colo de Lula. Alexandre de Oliveira, de São Paulo, parabeniza o editorial do Estadão que chamou Flávio de “candidato nanico”, afirmando que ele mesmo trabalha a favor do PT. Luiz Frid, também de São Paulo, observa que Flávio foi preparado para ser herdeiro, não sucessor.
Educação: parcerias público-privadas em debate
Na área da educação, leitores comentam o artigo de Fernando Schüler sobre PPPs para escolas municipais em São Paulo. Ises de Almeida Abrahamsohn, de São Paulo, defende a iniciativa, citando exemplos positivos em hospitais da zona sul. Já Gabriele Di Giulio, de São Roque, pondera que, embora a gestão seja importante, o que realmente transforma a educação é o que acontece dentro da sala de aula: o desenvolvimento da compreensão, raciocínio e autonomia do aluno.
Política externa e tarifas: críticas a Milei e Trump
Jorge de Jesus Longato, de Mogi Mirim, critica os ataques verbais de Javier Milei a Lula e Moraes em solo brasileiro, evidenciando despreparo. Izabel Avallone, de São Paulo, rebate que Lula também se envolveu na campanha argentina, apoiando Sergio Massa, e que maturidade exige respeito institucional. Aldo Bertolucci, de São Paulo, compara os investimentos chineses em inteligência artificial com as tarifas de Trump, que parecem querer voltar ao século 18. Mário Barilá Filho, de São Paulo, sugere retaliação brasileira aos EUA: sustar venda de terras raras e promover o Pix globalmente.
Crise hídrica e o futuro da água
João Gabriel Souza Lossapio, de Sumaré, recorda um vídeo de conscientização sobre água que viu na escola e propõe reutilização da água em grandes locais públicos, como estádios e escolas. Ele elogia o artigo “A ‘água fácil’ está acabando” e defende repensar o uso da água de forma inteligente, começando por espaços onde a reutilização seja viável.
Outras vozes: corrupção, energia nuclear e desesperança
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira, do Rio de Janeiro, lamenta a corrupção incrustada nos Poderes e a falta de alternativas além de petistas e bolsonaristas. Roberto Solano, também do Rio, cria a expressão “menos pior” para descrever a escolha entre Lula e Flávio. Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva, de Salvador, questiona os prazos de 48 horas dados por Alexandre de Moraes e pede explicações sobre o contrato de sua esposa com o Banco Master. Ademir Valezi, de São Paulo, defende que o Brasil domine o enriquecimento de urânio e tenha bombas atômicas para se igualar a outras potências.



