Bitcoin supera US$ 65 mil com inflação dos EUA abaixo do esperado
Bitcoin supera US$ 65 mil com inflação dos EUA abaixo do esperado

O Bitcoin (BTC) ultrapassou a marca de US$ 65 mil nesta quarta-feira (15), impulsionado por um dado de inflação nos Estados Unidos mais fraco do que o esperado. A criptomoeda é negociada a US$ 65.275, alta de 2% em 24 horas e de 5,7% em sete dias.

PPI surpreende para baixo e impulsiona ativos de risco

O índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA caiu 0,3% em junho, contra expectativa de estabilidade e alta de 0,6% registrada em maio. Na comparação anual, o indicador subiu também abaixo da previsão. O núcleo do PPI, que exclui alimentos e energia, avançou também aquém da projeção, tanto no mês quanto no acumulado de 12 meses.

O dado reforça o alívio já sinalizado um dia antes pela inflação ao consumidor (CPI) de junho, que mostrou o indicador cheio recuando 0,4% no mês e desacelerando para 3,5% em 12 meses, ante 4,2% em maio. Os rendimentos dos Treasuries, que já vinham cedendo às vésperas da divulgação do PPI, seguiram em queda: o título de dez anos passou de 4,61% para 4,58%, e o de dois anos, de 4,21% para 4,17%.

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Bitcoin amplia ganhos e ETFs registram forte entrada

Após a divulgação do PPI, o Bitcoin ampliava os ganhos do dia e chegou a ser negociado a US$ 64.800, alta de 2,1% em 24 horas. Os futuros do Nasdaq 100 subiam 0,5% no mesmo horário. O apetite por risco também aparece nos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, que receberam cerca de US$ 181 milhões na terça-feira (14), um dia depois de registrarem saída de aproximadamente US$ 425 milhões, segundo a SoSoValue. O IBIT, da BlackRock, respondeu por quase toda a captação em Bitcoin, com cerca de US$ 139 milhões, seguido pelo FBTC, da Fidelity, com US$ 21 milhões.

Os fundos de Ethereum (ETH) somaram entrada de US$ 58 milhões no mesmo período, liderada pelo fundo ETHA, também da BlackRock. Com o movimento, os ativos sob gestão dos ETFs de Bitcoin voltaram a somar cerca de US$ 78 bilhões, ante US$ 75 bilhões, enquanto os fundos de Ethereum ultrapassaram US$ 10 bilhões.

Rali perde força ao longo do dia

Mas nem tudo é otimismo. A alta do Bitcoin já dava sinais de perda de fôlego nesta quarta pela manhã, com a criptomoeda recuando do pico de cerca de US$ 65.500, em meio a uma recalibragem de apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Os futuros de fed funds negociados na CME (FedWatch) passaram a atribuir 93% de probabilidade de que o Fed mantenha os juros inalterados neste mês, enquanto apenas 14,4% indicam chance de aumento.

O presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que um único dado favorável de inflação não é suficiente para declarar vitória sobre o tema, e manteve os próximos passos do banco central atrelados aos indicadores que ainda vão sair. Um corte de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) em julho também está praticamente descartado, mesmo com o petróleo Brent acima de US$ 85 o barril mantendo os riscos inflacionários elevados.

Capital especulativo retorna às criptomoedas

Mais sinais sobre o cenário devem vir da inflação pessoal (PCE), que sai no fim do mês. O momento também coincide com o retorno de capital especulativo para as criptomoedas. Segundo a Bloomberg, o Dow Jones US Thematic Market Neutral Momentum Index, que reúne as ações favoritas ligadas à inteligência artificial, caminha para o pior mês desde dezembro de 2023. Partindo das mínimas do ciclo no início de julho, o Bitcoin acumula alta de cerca de 10% no mês, enquanto o Ethereum sobe por volta de 20% no período.

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