Bitcoin cai para US$ 62 mil após fim de entradas em ETFs
Bitcoin cai para US$ 62 mil após fim de entradas em ETFs

O Bitcoin recuou para a faixa de US$ 62 mil nesta segunda-feira, interrompendo uma sequência de ganhos, depois que os fundos negociados em bolsa (ETFs) de criptomoedas registraram a primeira semana de saídas líquidas em mais de um mês. Segundo dados da CoinShares, os produtos de investimento em ativos digitais tiveram retiradas de US$ 120 milhões na semana encerrada em 2 de agosto, revertendo o fluxo positivo das três semanas anteriores.

Queda do Bitcoin e fluxo de ETFs

O preço do Bitcoin caiu 2,3% nas últimas 24 horas, sendo negociado a aproximadamente US$ 62.300, conforme dados da CoinDesk. A criptomoeda chegou a superar os US$ 65 mil na semana passada, impulsionada por expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos, mas perdeu força com a realização de lucros e a aversão ao risco nos mercados globais.

De acordo com o relatório da CoinShares, os ETFs de Bitcoin à vista, como o IBIT da BlackRock e o FBTC da Fidelity, registraram saídas de US$ 150 milhões no período, enquanto os fundos de Ethereum tiveram entradas de US$ 30 milhões. O movimento ocorre em meio a preocupações com a saúde da economia americana e o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve.

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Impacto no mercado e perspectivas

Analistas apontam que a queda do Bitcoin reflete o fim do otimismo que dominou o mercado nas últimas semanas. “Os investidores estão mais cautelosos, aguardando sinais mais claros sobre a política monetária e os dados de inflação”, avaliou o estrategista de criptomoedas da plataforma X, em nota.

O fluxo de ETFs é considerado um termômetro importante para o sentimento do mercado institucional. A interrupção das entradas pode sinalizar uma pausa no rali, mas especialistas lembram que o Bitcoin ainda acumula alta de 45% no ano, impulsionado pela aprovação dos ETFs à vista nos EUA em janeiro.

Contexto macroeconômico e perspectivas para o Bitcoin

A pressão sobre o Bitcoin também vem do cenário macroeconômico. O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos subiu para 3,9%, e o dólar ganhou força, reduzindo o apetite por ativos de risco. Além disso, os dados de emprego dos EUA, divulgados na sexta-feira, vieram mais fortes que o esperado, o que pode levar o Fed a manter os juros elevados por mais tempo.

Para o analista de criptomoedas da corretora ABC, “o suporte imediato do Bitcoin está em US$ 60 mil, e uma perda desse nível poderia abrir espaço para uma correção mais profunda”. No entanto, ele ressalta que “a tendência de longo prazo permanece construtiva, com a adoção institucional crescendo e o halving previsto para 2028”.

Recomendações e alertas

O mercado de criptomoedas é notoriamente volátil, e os investidores devem estar preparados para oscilações bruscas. A CoinShares recomenda que os investidores monitorem os fluxos de ETFs como um indicador de sentimento, mas alerta que eles não devem ser usados como único fator de decisão.

No Brasil, a negociação de ETFs de criptomoedas também é acompanhada de perto. A B3 listou recentemente novos produtos, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem alertado sobre os riscos. “É importante diversificar e não alocar mais do que uma pequena parcela do patrimônio em ativos digitais”, orienta um especialista em finanças pessoais.

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