Greer: novas tarifas dos EUA a 60 países terão impacto econômico mínimo
Greer: novas tarifas dos EUA terão impacto mínimo

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, declarou nesta segunda-feira que as novas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a 60 parceiros comerciais, devido à suposta aplicação negligente das proibições ao trabalho forçado, provavelmente não terão impacto econômico significativo. Em entrevista ao programa "Special Report with Brett Baier", do canal Fox News, Greer explicou que as alíquotas de 10% ou 12,5% são semelhantes às medidas tarifárias globais recentes, minimizando potenciais distorções no comércio.

Detalhes das novas tarifas

As tarifas, previstas na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, são direcionadas a um grupo menor de países em comparação com a tarifa temporária de 10% que era universal. No entanto, a agência afirmou que elas ainda cobririam 99,4% das importações americanas. A medida visa punir nações que, segundo Washington, não aplicam adequadamente as restrições ao trabalho forçado, uma prática que o governo Trump tem combatido ativamente.

Impacto econômico limitado

Greer argumentou que, embora as tarifas atinjam uma ampla gama de produtos, a magnitude das alíquotas — entre 10% e 12,5% — é modesta e similar a outras tarifas já em vigor. "Não acreditamos que isso terá um grande impacto na economia americana ou nos preços ao consumidor", afirmou o representante comercial. "As tarifas são ferramentas para garantir que nossos parceiros comerciais cumpram compromissos internacionais, não para prejudicar nosso próprio mercado."

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Contexto e reações

A decisão ocorre em meio a tensões comerciais globais, com os EUA utilizando tarifas como instrumento de política externa. Críticos apontam que a medida pode gerar retaliações e incertezas para empresas que dependem de cadeias de suprimentos internacionais. No entanto, a administração Trump defende que as tarifas são necessárias para combater práticas desleais de comércio, especialmente em relação ao trabalho forçado na China e em outros países.

Cobertura das importações

Apesar de atingir apenas 60 países, a abrangência das tarifas é enorme: 99,4% das importações dos EUA estarão sujeitas às novas alíquotas. Isso se deve ao fato de que os países listados respondem pela quase totalidade do comércio exterior americano. A medida, portanto, tem um alcance praticamente universal, embora com taxas diferenciadas.

Próximos passos

Especialistas em comércio internacional avaliam que o impacto real dependerá da reação dos países afetados e da duração das tarifas. Enquanto isso, o governo Trump sinaliza que continuará usando tarifas como alavanca em negociações bilaterais. Greer reforçou que os EUA estão abertos ao diálogo, mas que a aplicação das tarifas só será revista quando houver avanços concretos na eliminação do trabalho forçado.

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