O mercado brasileiro de dispositivos médicos está em expansão, impulsionado pelo envelhecimento populacional e pela modernização dos hospitais. No entanto, a indústria nacional vem perdendo espaço para produtos importados, segundo dados da coluna de Míriam Leitão, do jornal O Globo.
Balança comercial negativa
De janeiro a maio de 2026, as exportações de dispositivos médicos caíram 15,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto as importações cresceram 5,9%. O saldo totalizou US$ 4,7 bilhões, evidenciando a crescente dependência de produtos estrangeiros.
Produção local insuficiente
Atualmente, a produção local supre apenas 35% do consumo nacional de dispositivos médicos. Isso significa que 65% dos equipamentos e materiais utilizados no setor de saúde no Brasil vêm do exterior, especialmente em áreas de alta tecnologia, como equipamentos de imagem, próteses e materiais de alta complexidade.
Segundo especialistas, a perda de competitividade da indústria nacional deve-se a fatores como carga tributária elevada, falta de incentivos à inovação e burocracia para registro de novos produtos. Enquanto isso, países como China e Estados Unidos ampliam sua participação no mercado brasileiro.
Impacto no setor de saúde
A dependência de importados pode impactar os custos hospitalares e a disponibilidade de tecnologias de ponta. Por outro lado, a modernização dos hospitais e o envelhecimento da população continuam a aquecer a demanda, o que mantém o mercado aquecido, mas com desafios para a indústria local.



