Ibovespa sobe 1% com IPCA-15 abaixo do esperado; mercado vê alívio
Ibovespa sobe 1% com IPCA-15 abaixo do esperado

O Ibovespa fechou em alta de 1% nesta segunda-feira, impulsionado pela surpresa positiva do IPCA-15, que veio abaixo das expectativas do mercado. A prévia da inflação de junho registrou variação de 0,30%, contra a projeção mediana de 0,35%, aliviando as preocupações com pressões inflacionárias.

Alívio no curto prazo, mas sem vitória

O mercado interpretou o dado como um sinal de que a inflação pode estar perdendo força, embora ainda não seja possível declarar vitória. "O IPCA-15 veio melhor do que o esperado, mas ainda está no teto da meta", avaliou um estrategista de um grande banco nacional. Para ele, o dado abre espaço para um novo corte de juros na próxima reunião do Copom, mas o cenário ainda é incerto.

Juros futuros recuam em toda a curva

Os contratos de juros futuros caíram em toda a extensão da curva, com o DI para janeiro de 2026 recuando de 12,05% para 11,95% ao ano. A movimentação reflete a aposta do mercado em uma Selic mais baixa nos próximos meses, após a surpresa positiva da inflação.

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O IPCA-15 de junho veio ligeiramente abaixo do piso das estimativas, que variavam de 0,30% a 0,40%. O dado reforçou a percepção de que a inflação está convergindo para a meta, mas ainda há riscos, como a recente alta do dólar e os preços de commodities.

Impacto na política monetária

A expectativa agora é de que o Copom possa reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião de agosto, levando a taxa básica para 10,50% ao ano. No entanto, analistas ponderam que a decisão dependerá dos próximos dados de inflação e da atividade econômica.

O presidente do Banco Central, em discurso recente, reiterou que a instituição não hesitará em apertar a política monetária se necessário, mas o mercado aposta em um ciclo de afrouxamento gradual.

Ibovespa busca sustentação nos 177 mil pontos

O principal índice da Bolsa brasileira luta para manter o patamar dos 177 mil pontos, mesmo com o impulso do IPCA-15. A alta foi liderada por ações de empresas domésticas, como varejo e construção, que se beneficiam de juros mais baixos. Por outro lado, o investimento estrangeiro em ações brasileiras foi negativo em US$ 2,794 bilhões em junho, o que limita o potencial de alta.

O mercado segue atento aos próximos indicadores econômicos e à temporada de balanços do segundo trimestre, que pode trazer novos gatilhos para os ativos.

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