Bolsas europeias recuam com tensão no Oriente Médio; Londres sobe
Bolsas europeias recuam com tensão no Oriente Médio; Londres sobe

As bolsas europeias operam em baixa nesta quinta-feira, 17 de julho, com o aumento das tensões no Oriente Médio e a queda dos papéis do setor de tecnologia pesando sobre os índices. A exceção fica por conta de Londres, que registra alta impulsionada por dados positivos do mercado de trabalho britânico.

STOXX 600 e principais índices no vermelho

O índice pan-europeu STOXX 600 recuava 0,8% por volta das 11h (horário de Brasília), pressionado pelo setor de tecnologia, que caía 2,3%. O DAX, de Frankfurt, tinha baixa de 0,9%, enquanto o CAC 40, de Paris, cedia 0,7%. O FTSE MIB, de Milão, perdia 0,6%.

O movimento de aversão ao risco foi intensificado após ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza e a resposta de grupos militantes, elevando o temor de uma escalada regional. "O conflito no Oriente Médio continua a gerar incertezas, levando investidores a buscar ativos seguros", afirmou analista do CMC Markets.

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Londres sobe com dados de emprego

Em contraste com o resto da Europa, o FTSE 100, de Londres, subia 0,3%, impulsionado por ações de empresas domésticas. O índice foi beneficiado pela divulgação de que a taxa de desemprego no Reino Unido caiu para 4,2% em maio, ante 4,4% no mês anterior, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS). "Os dados de emprego fortes sugerem que a economia britânica está resistente, o que dá suporte ao FTSE 100", comentou estrategista do IG Group.

Setor de tecnologia lidera perdas

As ações de tecnologia foram as que mais contribuíram para a queda generalizada na Europa. A fabricante de chips ASML recuava 3,5%, enquanto a SAP caía 2,1% e a Infineon perdia 2,8%. O movimento acompanha a fraqueza do setor em Wall Street, onde o índice Nasdaq também operava em baixa. "A correção no setor de tecnologia reflete preocupações com valuations elevados e perspectivas de juros mais altos por mais tempo", disse analista do Barclays.

Petróleo e ouro em alta

Com a tensão geopolítica, os preços do petróleo avançavam. O barril do Brent subia 1,5%, para US$ 84,20, enquanto o WTI ganhava 1,7%, a US$ 80,10. O ouro, tradicional porto seguro, também se valorizava, com alta de 0,9%, cotado a US$ 2.420 a onça.

O rendimento do título do Tesouro alemão de 10 anos, referência na zona do euro, caía para 2,48%, refletindo a busca por ativos de menor risco. O euro recuava 0,2% frente ao dólar, cotado a US$ 1,0890.

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