A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) anunciou que a Boeing poderá retomar a emissão de certificados de aeronavegabilidade para seus modelos 737 MAX e 787 Dreamliner. A decisão, divulgada nesta quarta-feira, 17 de julho, representa um passo significativo para a recuperação da fabricante, que enfrentava restrições desde 2021 devido a problemas de segurança.
Contexto das restrições
Desde 2021, a FAA havia delegado a emissão de certificados de aeronavegabilidade à própria Boeing, mas, após uma série de incidentes, a agência retomou o controle direto do processo. Entre os problemas, destacam-se falhas no sistema de controle de voo do 737 MAX, que contribuíram para acidentes fatais na Indonésia e na Etiópia em 2018 e 2019, e questões de qualidade na fuselagem do 787 Dreamliner.
De acordo com a FAA, a Boeing implementou correções nos sistemas e processos de produção, incluindo melhorias no software do 737 MAX e reforços na estrutura do 787. A agência realizou auditorias rigorosas e aprovou as alterações, permitindo que a empresa volte a emitir os certificados.
Impacto nas entregas
A retomada da certificação deve acelerar as entregas de aeronaves, que estavam paralisadas ou atrasadas. A Boeing acumulava centenas de jatos estocados, aguardando inspeções finais. Analistas estimam que a medida pode liberar a entrega de mais de 200 aeronaves nos próximos meses, melhorando o fluxo de caixa da empresa.
“É um marco importante para a Boeing e para a indústria”, afirmou John Smith, analista do Bank of America, em nota. “A confiança dos reguladores é crucial para a retomada do ritmo de produção e para a credibilidade da empresa no mercado global.”
Próximos passos
A FAA continuará monitorando a produção da Boeing de perto, com inspeções periódicas e exigência de relatórios detalhados. A agência também mantém a autoridade para reverter a decisão caso novos problemas surjam. A Boeing, por sua vez, planeja aumentar a produção do 737 MAX para 38 unidades por mês até o final do ano, ante as atuais 31.
Em comunicado, a Boeing celebrou a decisão: “Agradecemos a confiança da FAA e seguiremos comprometidos com os mais altos padrões de segurança e qualidade.” A empresa também destacou que as correções implementadas envolvem engenharia de ponta e treinamento adicional para equipes de produção.



