Resultados trimestrais: Ambev, Usiminas, Intelbras e mais empresas divulgam balanços
Balanços: Ambev, Intelbras, Profarma e outras divulgam resultados do 2T

O radar corporativo desta quinta-feira, 30 de julho, traz os balanços do segundo trimestre de 2026 de grandes empresas, como Ambev (ABEV3), Intelbras (INTB3), Profarma (PFRM3) e Motiva (MOTV3). Além disso, a mineradora Vale (VALE3), a Multiplan (MULT3) e a EcoRodovias (ECOR3) divulgarão seus resultados após o fechamento do mercado. No setor financeiro, o Bradesco anunciou um aumento de capital de até R$10 bilhões, com os controladores comprometendo-se a subscrever até R$8 bilhões. Confira os principais destaques.

Ambev (ABEV3): lucro líquido de R$3,47 bilhões no 2T26

A Ambev registrou lucro líquido de R$3,47 bilhões no segundo trimestre de 2026, um avanço de 24,5% em relação ao mesmo período de 2025, conforme balanço divulgado na madrugada desta quinta-feira. O lucro líquido ajustado cresceu 23,3%, passando de R$2,832 bilhões para R$3,49 bilhões, impulsionado pelo crescimento do EBITDA e pela redução das despesas financeiras líquidas. O resultado reflete a recuperação da demanda no mercado brasileiro e a eficiência operacional da companhia.

Motiva (MOTV3): lucro ajustado sobe 67%

A Motiva, maior concessionária de infraestrutura de transporte do país, reportou lucro líquido ajustado de R$663 milhões no segundo trimestre, alta de 67% ante o mesmo período de 2025. O EBITDA ajustado atingiu R$2,37 bilhões, crescimento de 30,1%, com margem de 65,3%, um avanço de 4,7 pontos percentuais. A empresa atribuiu o desempenho ao aumento do tráfego em suas rodovias e à eficiente gestão de custos.

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Intelbras (INTB3): lucro de R$158,3 milhões, alta de 16,1%

A Intelbras, fabricante de equipamentos de segurança e telecomunicações, registrou lucro líquido de R$158,3 milhões no segundo trimestre, crescimento de 16,1% na comparação anual e de 3,4% ante o trimestre anterior. A empresa destacou o bom desempenho das linhas de produtos de energia solar e automação residencial, que compensaram a retração em alguns segmentos corporativos.

Profarma (PFRM3): lucro ajustado de R$31,7 milhões

A distribuidora de medicamentos Profarma anunciou lucro líquido ajustado de R$31,7 milhões no segundo trimestre de 2026, ante R$25,6 milhões no mesmo período de 2025, uma alta de 23,8%. O resultado foi impulsionado pelo crescimento das vendas para farmácias independentes e pelo controle de despesas operacionais.

Alliança Saúde (AALR3): prejuízo dobra no 4T25

A operadora de planos de saúde Alliança Saúde registrou prejuízo líquido ajustado de R$48,9 milhões no quarto trimestre de 2025, quase o dobro dos R$27,8 milhões de perda registrados no mesmo período de 2024. A empresa atribuiu o resultado ao aumento da sinistralidade e aos investimentos em expansão da rede credenciada.

Bradesco (BBDC4): aumento de capital de até R$10 bilhões

O Bradesco anunciou na quarta-feira que seu conselho de administração aprovou um aumento de capital de até R$10 bilhões. Os controladores do banco se comprometeram a subscrever até R$8 bilhões nessa operação, demonstrando confiança na estratégia de crescimento da instituição. A medida visa fortalecer a base de capital para suportar a expansão do crédito e investimentos em tecnologia.

TAESA (TAEE3; TAEE4; TAEE11): energização de reforço em subestação

A TAESA informou que energizou o segundo banco de autotransformadores da subestação Assis, em São Paulo, após autorização do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Com a entrada em operação, a companhia passará a receber uma Receita Anual Permitida (RAP) adicional de cerca de R$19 milhões no ciclo tarifário 2026-2027, com efeitos retroativos a 23 de julho de 2026. O valor é provisório e será revisado na Revisão Tarifária Periódica prevista para 2029.

Gafisa (GFSA3): Fator Capital adquire 4,77% do capital

A construtora Gafisa comunicou que a gestora Fator Capital passou a deter 7.513.150 ações ordinárias, equivalentes a 4,77% do capital social da companhia. Segundo a gestora, a participação tem caráter exclusivamente de investimento, sem intenção de alterar o controle acionário ou a administração da empresa.

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Equatorial (EQTL3): energia injetada cresce 4,7% no trimestre

A Equatorial registrou crescimento de 4,7% na energia injetada bruta de suas distribuidoras no trimestre, puxado pelos segmentos residencial, comercial, poder público e rural. O Mercado Fio B avançou 4,2%, com destaque para Pará (+6,2%), Amapá (+6,1%), Goiás (+5,6%), Maranhão (+5,3%) e Rio Grande do Sul (+4,3%). A companhia destacou que Alagoas teve impacto negativo devido a mudanças na contabilização do faturamento de clientes livres.