Investidores estrangeiros registraram um aporte líquido de R$ 703,7 milhões na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) no dia 15 de julho de 2026, conforme dados divulgados pela própria instituição nesta sexta-feira (17). Esse foi o maior volume diário de entrada desde 10 de junho, quando ingressaram R$ 827,8 milhões.
Saldo mensal e acumulado do ano
Com o resultado de 15 de julho, o saldo líquido de estrangeiros no mês de julho até o dia 15 era positivo em R$ 1,7 bilhão. No acumulado de 2026, o fluxo estrangeiro na B3 também segue positivo, totalizando R$ 12,4 bilhões. Em 2025, o saldo anual foi de R$ 28,5 bilhões, indicando um ritmo mais moderado neste ano.
Segundo a B3, o volume financeiro médio diário negociado no mercado à vista em julho até o dia 15 era de R$ 22,1 bilhões, contra R$ 19,8 bilhões em junho. O aumento reflete a maior participação de investidores estrangeiros, que responderam por 52% do volume total no período.
Contexto e perspectivas
O movimento de estrangeiros na bolsa brasileira tem sido influenciado por fatores como a perspectiva de corte de juros nos Estados Unidos e a melhora no cenário fiscal doméstico. "A entrada de capital externo reflete a confiança na recuperação econômica do Brasil e nas reformas em andamento", afirmou o analista de mercado da XP Investimentos, Carlos Alberto. No entanto, ele alerta que o cenário global ainda é incerto, com riscos geopolíticos e volatilidade nos mercados emergentes.
Comparação com meses anteriores
Em junho de 2026, o saldo de estrangeiros foi negativo em R$ 1,2 bilhão, interrompendo uma sequência de dois meses de ingressos. Maio havia registrado entrada de R$ 3,8 bilhões e abril, R$ 2,1 bilhões. O resultado de julho, até o momento, já supera o de junho, indicando uma retomada do apetite por risco.
Os dados de julho incluem operações no mercado à vista, derivativos e renda fixa, mas o principal destaque foi o mercado à vista de ações, que respondeu por R$ 610 milhões do total líquido.



