Bolsas sobem em NY com apoio de techs e dados de inflação mais fracos nos EUA
Bolsas sobem em NY com techs e inflação mais fraca

Os principais índices acionários de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira (15), impulsionados por ações de tecnologia e por dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos que vieram abaixo do esperado. O Dow Jones subiu 0,59%, o S&P 500 avançou 0,93% e o Nasdaq Composite registrou alta de 1,36%.

Dados de inflação animam investidores

O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu 0,1% em junho ante maio, abaixo da previsão de 0,2%. Na comparação anual, o CPI avançou 3,0%, contra expectativa de 3,1%. O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, teve alta de 0,1% no mês, também menor que o esperado de 0,2%.

Segundo analistas, os números reforçam a expectativa de que o Federal Reserve possa iniciar cortes nos juros ainda este ano. “O relatório de inflação de junho é mais uma evidência de que a pressão inflacionária está diminuindo, abrindo caminho para o Fed começar a reduzir as taxas em setembro”, disse o estrategista-chefe de mercado da corretora XYZ, John Doe.

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Setor de tecnologia lidera ganhos

O setor de tecnologia foi o destaque positivo, com o índice setorial do S&P 500 subindo 1,8%. Grandes nomes como Apple, Microsoft e Nvidia registraram altas entre 1,5% e 3%. A fabricante de chips Intel avançou 2,3% após anúncio de parceria com a empresa de inteligência artificial OpenAI.

O índice de semicondutores Philadelphia Semiconductor (SOX) ganhou 2,1%, impulsionado por expectativas de demanda por chips de IA.

Juros futuros recuam

No mercado de Treasuries, os rendimentos dos títulos de 10 anos caíram 6 pontos-base, para 4,18%, refletindo a leitura de que a inflação mais fraca reduz a necessidade de aperto monetário. O rendimento do título de 2 anos recuou 8 pontos-base, para 4,43%.

O dólar também perdeu força, com o índice DXY, que mede a moeda americana ante uma cesta de pares, caindo 0,4%.

Impacto nos mercados globais

O movimento positivo em Nova York também influenciou mercados europeus e asiáticos, que fecharam em alta. O índice Stoxx 600 europeu subiu 0,8%, enquanto o Nikkei japonês avançou 1,2%.

No Brasil, o Ibovespa fechou em alta de 0,5%, aos 125.000 pontos, acompanhando o otimismo externo e com queda dos juros futuros.

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