Bolsas em NY sobem com Big Techs e inflação mais fraca nos EUA
Bolsas em NY sobem com Big Techs e inflação fraca

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira (15), impulsionadas pelo bom desempenho das ações de grandes empresas de tecnologia e por dados de inflação mais fracos do que o esperado nos Estados Unidos. O índice Dow Jones subiu 0,45%, o S&P 500 avançou 0,62% e o Nasdaq registrou ganho de 0,87%.

Inflação ao consumidor abaixo do esperado

O índice de preços ao consumidor (CPI) de junho subiu 0,1% em relação a maio, abaixo da previsão de 0,2% dos economistas consultados pela Reuters. Na comparação anual, a inflação subiu 3,0%, também abaixo dos 3,1% esperados. A inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% no mês e 4,8% em 12 meses, ambos ligeiramente abaixo das expectativas.

“Os dados de inflação mais fracos reforçam a visão de que o Federal Reserve pode encerrar o ciclo de aperto monetário em breve”, disse Michael Arone, estrategista-chefe de investimentos da State Street Global Advisors. “Isso dá suporte às ações, especialmente às de crescimento e tecnologia.”

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Big Techs lideram ganhos

As ações das grandes empresas de tecnologia tiveram desempenho destacado. A Apple subiu 1,2%, a Microsoft avançou 1,0% e a Alphabet, controladora do Google, ganhou 1,5%. A Amazon teve alta de 1,8% e a Meta Platforms, dona do Facebook, subiu 2,1%. O setor de tecnologia foi o que mais contribuiu para a alta do S&P 500, com ganho de 1,1%.

“O mercado está animado com a perspectiva de que o Fed possa começar a cortar os juros ainda este ano”, comentou Sam Stovall, estrategista-chefe de investimentos da CFRA Research. “Isso é especialmente positivo para as empresas de tecnologia, que se beneficiam de custos de capital mais baixos.”

Setor financeiro recua

Em contrapartida, o setor financeiro foi o que mais caiu, com o índice bancário S&P 500 recuando 0,8%. Os bancos são sensíveis a taxas de juros mais baixas, que comprimem suas margens de lucro. O JPMorgan Chase caiu 1,1%, o Bank of America perdeu 0,9% e o Citigroup recuou 0,7%.

“A queda dos juros de longo prazo pesa sobre as ações dos bancos”, explicou Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da B. Riley Wealth. “Mas no geral, o mercado está comemorando a possibilidade de um pouso suave para a economia.”

Rendimentos dos Treasuries caem

O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos, referência global, caiu para 3,78%, menor nível desde maio. O rendimento de 2 anos recuou para 4,35%. A queda dos juros reflete as expectativas de que o Fed possa reduzir a taxa básica nos próximos meses.

O mercado futuro agora precifica 68% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de setembro, segundo a ferramenta CME FedWatch. Antes dos dados de inflação, a probabilidade era de 58%.

Dólar e petróleo

O dólar se desvalorizou ante as principais moedas, com o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de pares, caindo 0,3%. O petróleo Brent, referência global, subiu 0,8%, para US$ 78,50 o barril, impulsionado pela perspectiva de demanda mais forte com a queda dos juros.

“O cenário de inflação mais fraca e juros estáveis é positivo para ativos de risco, como ações e commodities”, resumiu Julia Lee, analista do NAB. “Mas ainda há incertezas sobre a trajetória da economia global.”

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