Morgan Stanley tem lucro de US$ 5,58 bi no 2º tri, impulsionado por M&A e trading
Morgan Stanley lucra US$ 5,58 bi no 2º tri com M&A e trading

O Morgan Stanley reportou um lucro líquido de US$ 5,58 bilhões no segundo trimestre de 2025, um aumento de 57% em relação aos US$ 3,54 bilhões do mesmo período do ano anterior. O lucro por ação foi de US$ 3,46, ante US$ 2,13 um ano antes. O resultado foi impulsionado pela forte atividade de fusões e aquisições (M&A) e pela receita recorde na área de trading, em meio a um cenário de incerteza macroeconômica.

Receita de banco de investimento salta 58%

A receita da divisão de banco de investimento do Morgan Stanley atingiu US$ 2,44 bilhões, ante US$ 1,54 bilhão no segundo trimestre de 2024, um aumento de 58%. O crescimento foi puxado pelo aumento das taxas de assessoria em fusões e aquisições. Segundo o banco, um ambiente regulatório mais favorável e mercados acionários aquecidos incentivaram executivos de diversos setores a buscar grandes transações.

O valor total anunciado de fusões e aquisições no primeiro semestre de 2025 alcançou US$ 2,8 trilhões, uma alta de 48% em relação ao mesmo período de 2024, o maior volume para um primeiro semestre desde o início da série histórica da LSEG, em 1980.

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Destaques em transações e IPOs

Entre as transações de destaque do trimestre, o Morgan Stanley atuou como assessor financeiro no acordo da Fertitta Entertainment para adquirir a Caesars Entertainment, operação avaliada em US$ 17,6 bilhões. O banco também foi coordenador líder da estreia recorde de mercado da SpaceX, de Elon Musk, avaliada em US$ 2 trilhões, uma oferta pública inicial histórica que fez parte da recuperação da atividade de IPOs nos Estados Unidos. Além disso, foi coordenador líder do IPO da fabricante de chips Cerebras em Nova York e coordenador conjunto da oferta de ações da Alphabet anunciada no mês passado.

Gestão de patrimônio atinge recorde

A receita da divisão de gestão de patrimônio do Morgan Stanley subiu para um recorde de US$ 8,9 bilhões no trimestre, ante US$ 7,8 bilhões um ano antes, reforçando a dependência do banco nessa unidade para compensar oscilações nos negócios de trading e banco de investimento. O banco atribuiu o desempenho à forte arrecadação de taxas de administração de ativos, à robusta atividade dos clientes e ao aumento da receita líquida de juros.

Os ativos totais de clientes nas áreas de gestão de patrimônio e gestão de investimentos atingiram um recorde de US$ 10 trilhões no segundo trimestre, alcançando uma meta importante estabelecida pelo banco há vários anos.

Receita total e trading de ações

A receita líquida total somou US$ 21,35 bilhões nos três meses encerrados em 30 de junho, ante US$ 16,79 bilhões no mesmo período do ano anterior. A receita de trading com ações avançou mais de 69%, para US$ 6,3 bilhões, contribuindo significativamente para o resultado geral.

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