Limite de juros no consignado privado reduz atratividade para bancos, afirma Rocha do BC
Limite de juros no consignado privado reduz atratividade bancária

O diretor de Regulação do Banco Central (BC), Otávio Rocha, afirmou que a imposição de um limite de juros para o crédito consignado privado pode reduzir significativamente o apelo dessa modalidade para os bancos. A declaração foi feita durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, nesta quinta-feira.

Impacto na oferta de crédito

Segundo Rocha, a medida, que estabelece um teto de 1,80% ao mês para os juros do consignado privado, pode levar os bancos a diminuir a oferta ou a impor condições mais restritivas. "O risco é que os bancos reduzam a oferta ou aumentem exigências, tornando o crédito menos acessível", disse. Ele destacou que a taxa média atual está em torno de 2,10% ao mês, segundo dados do BC de junho.

Reação do mercado

O diretor também ressaltou que o limite pode desestimular a concorrência, já que instituições menores teriam mais dificuldade para operar com margens reduzidas. "Precisamos avaliar se o benefício ao consumidor, com juros mais baixos, não será compensado pela redução na disponibilidade de crédito", ponderou. Atualmente, o consignado privado responde por cerca de 15% da carteira de crédito pessoa física dos bancos, com um saldo de R$ 120 bilhões.

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Próximos passos

O BC deverá realizar estudos de impacto antes de eventualmente adotar a medida. Rocha mencionou que a autarquia está aberta a contribuições do setor financeiro e de defesa do consumidor. "A ideia é proteger o tomador, mas sem inviabilizar o produto", concluiu.

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