O chef de cozinha Pablo Argento, natural de La Plata, Argentina, encontrou no Amapá a qualidade de vida que buscava. Depois de percorrer 15 estados brasileiros, fixou residência em Macapá há seis anos. Formado em Gastronomia, ele sempre trabalhou na área, mas, para complementar a renda e aprender português, recorreu ao malabarismo nos semáforos da cidade.
Trajetória de imigrante e malabarista
"Sou formado em Gastronomia e sempre trabalhei na área. Porém, muitos restaurantes pagavam muito pouco e, como eu ainda não dominava o português, os semáforos me ajudavam a transformar números vermelhos em verdes", disse Pablo. Durante o período nos sinais, ele recebeu até frutas de vendedores da feira do produtor, na zona sul de Macapá, o que reforçou sua percepção de acolhimento.
Acolhimento e realização profissional
"Foi aqui que me apaixonei pelas pessoas. Encontrei um dos povos mais acolhedores do Brasil. Fiz muitos amigos e, enfim, uma oportunidade levou à outra. Comecei a trabalhar em restaurantes da cidade, o tempo passou e nunca mais fui embora. Hoje me sinto de casa em Macapá", afirmou o chef. Atualmente, Pablo tem seu próprio empreendimento, onde oferece culinária argentina, que tem sido bem aceita e elogiada pelos clientes.
Sonho do negócio próprio
"Agora estou realizando o sonho do meu próprio empreendimento. Depois de tantos anos de cozinha, entendi que, para ter mais qualidade de vida e fazer o que realmente amo, o melhor caminho é trabalhar por conta própria, sem patrão, criando uma conexão direta entre os meus clientes e a minha comida", disse o argentino. Apesar da rivalidade entre Brasil e Argentina, ele destaca o acolhimento do povo amapaense como fator determinante para sua permanência.



