O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou a intenção de colocar em votação o projeto de lei que facilita a renegociação de dívidas rurais. A medida, no entanto, enfrenta resistência do Ministério da Fazenda, que estima um impacto fiscal de R$ 120 bilhões em dez anos. Alcolumbre busca um entendimento com o governo e com senadores, que já procuraram a equipe econômica para discutir o tema.
Projeto amplia benefícios para produtores rurais
O texto original foi criado para atender produtores afetados por calamidades, mas, após alterações no Senado, foi ampliado para incluir um número maior de agricultores. A proposta prevê o uso do Fundo Social do Pré-Sal como fonte de financiamento para a renegociação. A medida, se aprovada, poderá beneficiar milhares de produtores endividados.
Impacto fiscal e negociações
O impacto fiscal de R$ 120 bilhões é uma das principais preocupações do Executivo. O governo teme que a aprovação do projeto desequilibre as contas públicas. Por isso, Alcolumbre tenta costurar um acordo que atenda tanto aos interesses dos produtores quanto às necessidades fiscais do país. Senadores da base governista e da oposição têm buscado diálogo com o Ministério da Fazenda para encontrar uma solução.
O presidente do Senado afirmou que deseja votar o projeto ainda esta semana, mas reconhece que é necessário um amplo entendimento político. A proposta também precisará passar pela Câmara dos Deputados, onde pode sofrer novas modificações.
Próximos passos
Enquanto as negociações avançam, o Senado aguarda um posicionamento formal do governo. A equipe econômica estuda alternativas para reduzir o impacto fiscal, como limitar o alcance do projeto ou estabelecer critérios mais rígidos para a renegociação. A expectativa é de que um acordo seja fechado nos próximos dias, permitindo a votação da matéria.



