Crime no setor Universitário
O ex-companheiro de Tatiana Barbosa dos Santos, de 44 anos, foi preso horas depois de matá-la com golpes de faca em Araguaína, no Tocantins. O crime aconteceu na última quinta-feira (30), no setor Universitário. De acordo com a Polícia Militar, Alcilon Dias de Oliveira, de 47 anos, invadiu a residência da vítima e a atacou cerca de 10 vezes com uma faca. Em seguida, ele ainda degolou a mulher.
Tatiana estava em casa acompanhada de uma prima, que é cadeirante. A Polícia Militar não informou se a prima presenciou o ataque ou se conseguiu escapar ilesa. O caso foi registrado como feminicídio e a 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa assumiu as investigações.
O perfil da vítima
Uma amiga de Tatiana, que preferiu não se identificar por segurança, lembrou a vítima como uma pessoa batalhadora e sempre sorridente. “Ela era muito gente boa. Ia para o trabalho todos os dias de bicicleta. Todos os finais de semana a gente assava carne. Ela sempre sorrindo, brincando. Não entendo como ele chegou a esse ponto de tirar a vida dela, uma mulher guerreira, trabalhadora”, disse a amiga.
Segundo ela, Tatiana trabalhava prestando serviços de limpeza em um hotel de Araguaína. A amiga também destacou a rotina simples da vítima, que usava a bicicleta como meio de transporte diário para o emprego. A relação de amizade era próxima e os encontros aos finais de semana eram frequentes, com churrascos e brincadeiras.
Prisão e confissão
Após o crime, Alcilon fugiu do local. Os militares iniciaram as buscas ainda na madrugada de sexta-feira (31) e localizaram o suspeito pela manhã na região central da cidade. “Ele estava caminhando normalmente quando a guarnição passava por esse local”, contou o subtenente da PM, Raimundo Nonato.
O suspeito foi abordado e, de acordo com a PM, confessou o feminicídio. Ele levou os policiais até o local onde havia descartado a faca usada no crime. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP), o objeto apresentava vestígios de sangue e foi encaminhado para perícia. Até a publicação desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato com a defesa do suspeito para comentar as acusações.
Histórico de violência
A Polícia Militar informou que o casal ficou junto por um ano e dois meses. A vítima havia se separado do suspeito após ser agredida fisicamente, momento em que conseguiu uma medida protetiva contra ele. No entanto, conforme a polícia, apesar da medida, os dois voltaram a morar juntos. As agressões continuaram e a mulher decidiu se separar novamente há duas semanas.
A TV Anhanguera apurou que a separação mais recente aconteceu exatamente duas semanas antes do crime. A quebra da medida protetiva e o retorno do casal à mesma residência são pontos que serão investigados pela 2ª Delegacia de Homicídios. A polícia também vai apurar se Alcilon tinha histórico de outras ameaças ou agressões contra Tatiana.
O corpo de Tatiana foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína para exames. O enterro ocorreu sem maiores detalhes divulgados. As investigações seguem para esclarecer a dinâmica completa do crime e possíveis agravantes.



