Leomar Ramos da Cruz, de 28 anos, principal suspeito de matar a esposa Valquíria Araújo Lopes da Silva, de 29 anos, foi preso nesta terça-feira (30) após se entregar à Polícia Civil em Colniza (MT). O crime ocorreu no domingo (28), dentro da casa da família, no bairro Vila Operária, em Aripuanã (MT), a cerca de 1.000 km de Cuiabá. A informação foi confirmada pela Polícia Civil ao g1.
Fuga e entrega do suspeito
Leomar estava foragido desde o crime e era procurado pelas forças de segurança do estado. Segundo as investigações, após atirar no peito da esposa, ele fugiu levando as duas filhas do casal, que estavam na residência no momento do feminicídio. As crianças foram deixadas na casa dos avós paternos; suas idades não foram divulgadas.
A prisão ocorreu depois que Leomar telefonou para os próprios pais e confessou o assassinato. A filha mais velha da vítima ouviu a conversa e contou à avó materna, que acionou a polícia. O suspeito então se apresentou voluntariamente em Colniza.
Histórico de violência doméstica
As investigações apontam que Valquíria vivia um histórico de violência doméstica e que o relacionamento do casal era marcado por episódios recorrentes de agressões. A Polícia Civil não detalhou se havia registros anteriores de ocorrências, mas o caso segue sendo investigado para esclarecer as circunstâncias do crime e a dinâmica familiar.
O feminicídio em Aripuanã reforça os alarmantes números de violência contra a mulher no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 2023, o país registrou uma média de uma mulher morta a cada seis horas por razões de gênero. Mato Grosso, estado onde ocorreu o crime, tem figurado entre as unidades da federação com altas taxas de feminicídio.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil de Mato Grosso informou que Leomar Ramos da Cruz será ouvido e permanecerá à disposição da Justiça. O inquérito deverá apontar a motivação exata do crime e se houve premeditação. A defesa do suspeito ainda não se manifestou publicamente.
O caso gerou comoção na pequena cidade de Aripuanã, que tem cerca de 25 mil habitantes. A comunidade local lamentou a morte de Valquíria e cobra justiça. Organizações de defesa dos direitos das mulheres também se manifestaram, pedindo rigor na punição e políticas públicas eficazes para prevenir a violência doméstica.



