O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira, 30, que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu deixar o comando do PL Mulher para se dedicar aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita por meio de nota oficial, após uma reunião de aproximadamente duas horas entre Valdemar e Michelle, realizada em Brasília.
Divergências internas são naturais, diz Valdemar
Na nota, Valdemar reconheceu que o partido, atualmente a maior legenda do país, tem enfrentado um aumento nas divergências internas, mas classificou o fenômeno como natural. “O PL cresceu demais, e eu entendo que as divergências crescem também. É natural isso. Temos muitos líderes no partido e, por maiores que sejam as divergências, o que nos une é muito maior”, afirmou.
O presidente do PL também direcionou críticas ao governo federal, mencionando dados que considera alarmantes. “As indignações internas não serão maiores do que a indignação coletiva de ver o que esse governo faz com o nosso País: 80 milhões de brasileiros devendo é inadmissível! Grupos terroristas crescendo é inadmissível”, completou.
Michelle opta por cuidar de Bolsonaro
Valdemar explicou que a decisão de Michelle foi motivada pelo momento pessoal difícil que ela e o ex-presidente enfrentam. “Michelle passa por um momento difícil, sente de perto as injustiças e as angústias que o maior líder da história recente deste País vem passando. Michelle fez um excelente trabalho à frente do PL Mulher, mas, neste momento, decidiu deixar a presidência nacional do PL Mulher porque fez a opção de concentrar suas atividades em cuidar do nosso presidente. Temos que respeitar essa decisão”, disse.
A saída de Michelle ocorre após uma crise com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que gerou especulações sobre uma possível candidatura dela ao Senado. Aliados próximos ainda tentam convencê-la a reverter a decisão e confirmar a candidatura, mas, por ora, Michelle afirmou a pessoas próximas que não pretende concorrer.
PL segue unido em torno de um objetivo
Valdemar encerrou a nota reafirmando a coesão do partido em torno da meta de retomar o poder. “Somos o maior partido deste país e temos a missão de mudar esse governo e devolver o Brasil ao povo brasileiro”, concluiu.



