Tuani Maia Nascimento, de 33 anos, foi morta a facadas na manhã deste sábado (1º de fevereiro) em um estabelecimento comercial localizado na Avenida Rui Barbosa, no bairro Alto dos Cajueiros, em Macaé, na região Norte Fluminense do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, que foi preso em flagrante depois de tentar tirar a própria vida.
De acordo com a Polícia Militar, equipes do 32º Batalhão de Polícia Militar foram acionadas inicialmente para atender a uma ocorrência de lesão corporal. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram agentes da Operação Segurança Presente e uma equipe do Corpo de Bombeiros. No local, a morte da mulher foi confirmada.
Suspeito atacou a vítima com vários golpes de faca
Conforme as investigações, o suspeito atacou a ex-companheira com vários golpes de faca e, em seguida, tentou cometer suicídio. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Público Municipal de Macaé, onde permanece internado sob custódia da Polícia Militar. A Polícia Civil ainda não informou o estado de saúde dele.
O caso foi registrado na 123ª Delegacia de Polícia de Macaé, que deu início à apuração. A Polícia Militar informou que a ocorrência chegou a ser tratada inicialmente como lesão corporal, mas, com a confirmação do óbito, passou a ser conduzida como homicídio.
Vítima tinha medida protetiva contra o ex-companheiro
Tuani Maia Nascimento havia procurado a 123ª DP em junho deste ano para denunciar ameaças e violência psicológica praticadas pelo ex-companheiro. Na ocasião, foram solicitadas medidas protetivas de urgência, que foram posteriormente concedidas pela Justiça. Portanto, a vítima estava legalmente protegida contra o agressor no momento em que foi morta.
O descumprimento de medida protetiva é crime previsto na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) e foi transformado em infração autônoma pela Lei 13.641, de 2018. Esse tipo de situação reforça a preocupação de especialistas em segurança pública sobre a necessidade de acompanhamento contínuo dos casos de violência doméstica e de fiscalização mais rigorosa do cumprimento das decisões judiciais.
Perícia e análise de imagens devem apoiar a investigação
A perícia foi realizada no local do crime. A faca usada no ataque foi apreendida e encaminhada para exames periciais. Imagens de câmeras de segurança da região também serão analisadas para ajudar na elucidação dos fatos. A 123ª DP de Macaé segue responsável pela investigação.
Após receber alta médica, o suspeito será encaminhado à delegacia e responderá pelo crime de feminicídio. O feminicídio é uma qualificadora do homicídio prevista no Código Penal brasileiro, que considera as circunstâncias de violência doméstica e familiar ou o menosprezo à condição de mulher. O crime é julgado pelo tribunal do júri.
Canais de denúncia e orientação
A Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, funciona 24 horas por dia e é um canal oficial para orientar e acolher mulheres em situação de violência. O telefone 190, da Polícia Militar, deve ser acionado em casos de urgência. A denúncia também pode ser feita presencialmente em qualquer delegacia, especialmente na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), quando houver uma na cidade.
O caso segue sob investigação da 123ª DP de Macaé, que aguarda a conclusão dos laudos periciais e a análise das imagens para complementar o inquérito. A Polícia Civil reforça que a principal linha de investigação aponta para a inconformidade do suspeito com o fim do relacionamento.



