A situação dos imigrantes que permanecem em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, segue crítica: estima-se que entre 3 e 5 mil pessoas estejam dormindo em uma praia sob vigilância policial, segundo autoridades espanholas. O contingente aguarda definição sobre seu destino, enquanto a Espanha tenta gerenciar a crise migratória que se arrasta há dias.
Ceuta: imigrantes em situação precária
As imagens mostram centenas de pessoas amontoadas na areia, com pouca infraestrutura e sob forte presença policial. Muitos são jovens que tentaram entrar na Europa por meio da fronteira terrestre, que foi palco de uma onda de travessias na semana passada. A Cruz Vermelha e outras organizações humanitárias prestam assistência básica, mas alertam para as condições insalubres e o risco de doenças.
O governo espanhol afirma que está trabalhando em conjunto com Marrocos para repatriar parte dos imigrantes, mas o processo é lento. Enquanto isso, a pressão sobre Ceuta cresce, e a cidade vive um clima de tensão. Especialistas em migração ouvidos pelo g1 destacam que a situação expõe a fragilidade das políticas migratórias europeias e a necessidade de uma solução conjunta.
Cuba enfrenta novo apagão nacional
Em Cuba, a população sofreu mais um apagão nacional na última terça-feira (26), depois que a rede elétrica entrou em colapso. Este é o segundo blecaute generalizado no país em menos de um mês, agravando a crise energética que afeta a ilha. As autoridades cubanas atribuíram o problema a falhas em uma das principais termelétricas e à falta de combustível, agravada pelo embargo dos Estados Unidos.
O apagão deixou milhões de cubanos sem luz por horas, afetando hospitais, sistemas de abastecimento de água e comunicação. O governo decretou medidas de emergência e priorizou o fornecimento para unidades de saúde. A população, já acostumada a cortes diários, enfrenta longas filas e perda de alimentos refrigerados. A situação levanta preocupações sobre a estabilidade do regime e o bem-estar da população.
UE mantém veto à carne brasileira
A um mês do prazo para a União Europeia vetar a importação de carne bovina do Brasil, o setor agropecuário corre para buscar novos mercados. A decisão, anunciada em setembro, entrará em vigor em outubro, e afetará diretamente exportadores que dependem do bloco europeu. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a UE é o segundo maior destino da carne brasileira, atrás apenas da China.
A medida foi motivada por preocupações ambientais e sanitárias, especialmente relacionadas ao desmatamento e ao uso de agrotóxicos. O governo brasileiro tenta negociar uma reversão, mas até agora sem sucesso. Enquanto isso, produtores buscam alternativas em mercados como Egito, Arábia Saudita e outros países asiáticos. Especialistas alertam que a perda do mercado europeu pode gerar prejuízos bilionários e impactar o PIB do agronegócio.
Justiça analisa transtornos mentais no trabalho
Em meio a esse cenário, uma questão vem ganhando destaque nos tribunais: como provar que o trabalho causou um transtorno mental? A Justiça do Trabalho tem analisado casos de depressão, ansiedade e síndrome de burnout, cada vez mais comuns. Para especialistas, é fundamental comprovar o nexo causal entre a atividade laboral e o adoecimento, por meio de laudos periciais e documentação.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem reconhecido a responsabilidade do empregador em casos de assédio moral ou jornadas excessivas. A advogada trabalhista Marina Guedes explica: “A prova é essencial, mas também é importante que o trabalhador busque ajuda médica e registre os episódios de pressão”. A tendência é que as empresas adotem políticas de saúde mental para evitar passivos judiciais.
Campanha de multivacinação começa
Paralelamente, o Ministério da Saúde deu início à Campanha Nacional de Multivacinação, com foco em atualizar a imunização de crianças e adolescentes. A meta é aumentar a cobertura vacinal, que caiu nos últimos anos. A campanha inclui todas as vacinas do calendário básico, como sarampo, poliomielite e febre amarela. Pais e responsáveis devem levar as crianças aos postos de saúde, que estarão abertos em horários estendidos.
O ministro da Saúde enfatizou a importância da vacinação para evitar o retorno de doenças erradicadas. Dados do Ministério mostram que a cobertura de algumas vacinas caiu para menos de 80%, bem abaixo da meta de 95%. A campanha deve durar até o final do mês, e a expectativa é imunizar milhões de brasileiros.



