O Instituto Médico Legal (IML) confirmou que Fabiana de Fátima Nogueira, de 47 anos, morreu em decorrência de um tiro na região do tórax que causou hemorragia interna aguda. O corpo dela foi encontrado no sábado (18) enterrado em uma cova em São Vicente, no litoral de São Paulo. No mesmo local, uma área de mata no bairro Samaritá, estavam o cadáver da companheira dela, Ieda Aparecida Simplicio, de 62 anos, e um terceiro crânio. A Polícia Civil investiga o caso para identificar o autor do crime. O g1 não obteve informações do laudo sobre a causa da morte de Ieda.
Desaparecimento e buscas
O casal desapareceu na noite do último dia 9. Elas haviam saído de um encontro com uma amiga e a irmã mais velha de Fabiana. Na ocasião, disseram que iriam "resolver algumas coisas", sem dar detalhes, e não voltaram. Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, a confirmação da causa da morte e a análise do terceiro crânio encontrado na cova vão contribuir com o andamento da investigação. O caso foi registrado na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande como homicídio e morte suspeita.
Fabiana e Ieda planejavam se casar e já tinham alianças. Fabiana foi velada e sepultada em Praia Grande, cidade onde morava. O velório foi marcado por comoção entre familiares e amigos. “A gente procura respostas, procura justiça”, disse uma irmã da vítima, que não quis se identificar. O amigo Wagner Roberto lamentou a morte: “Fabiana era uma irmã, uma amiga, uma companheira, filha, esposa. A gente ainda tinha uma esperança de que ela aparecesse de alguma forma viva. E acordar com a notícia de que foram encontrados os corpos tanto dela quanto da Ieda, a baixinha, a companheira dela, pra gente foi um choque”. Já o corpo de Ieda foi encaminhado para São Paulo, onde ela foi velada e sepultada.
Do desaparecimento ao encontro
A irmã de Fabiana, Luana Faria, de 19 anos, contou ao g1 que as duas moravam juntas. O sumiço foi notado no dia 10 de julho, quando o casal não apareceu para trabalhar com entregas por aplicativo. Antes de sumir, elas almoçaram com a família e passaram a tarde e a noite na casa de uma amiga. Ao deixarem o local, por volta das 23h, as vítimas disseram que iriam "resolver algumas coisas", mas não deram detalhes. As últimas mensagens foram recebidas às 23h37. Depois disso, testemunhas relataram ter visto as duas pela última vez no bairro Samaritá, ainda naquela noite.
Familiares, amigos e autoridades fizeram buscas na área indicada pelas testemunhas. No sábado (18), com o apoio do Corpo de Bombeiros, os cadáveres foram encontrados em um local onde a terra parecia fofa, e os parentes reconheceram os corpos do casal. Na mesma cova em que as mulheres estavam enterradas, as equipes também acharam parte de um crânio humano. O material foi recolhido e passará por perícia técnica para que a identidade seja descoberta. Segundo o boletim de ocorrência, o avançado estado de decomposição das vítimas impediu a análise no local, e a causa da morte só pôde ser confirmada após a realização de exames necroscópicos no IML.
Carro encontrado
No dia 11, a família foi orientada em uma delegacia a voltar dias depois para registrar o sumiço. Ao ligar para a Polícia Militar, os parentes souberam que o carro do casal estava abandonado perto do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande, e reconheceram o veículo. O automóvel estava aberto. No interior dele, a família encontrou documentos, bolsas, chaves e o celular de uma das mulheres. Como ainda não havia um boletim de ocorrência formalizado na Polícia Civil, a PM orientou os parentes a retirarem o carro do local.



