Britânica morta nos EUA após pacto macabro em site de fetiches
Britânica morta nos EUA após pacto em site fetichista

ALERTA: este texto aborda assuntos como abuso sexual e suicídio, o que pode ser gatilho para algumas pessoas. Caso você se identifique, procure apoio no Centro Voluntário à Vida pelo telefone 188.

A família de Sonia Exelby, britânica de 32 anos que viajou aos Estados Unidos e foi morta por um homem que conhecera em um site fetichista, rompeu o silêncio e prestou uma emocionante homenagem à filha. Sonia foi morta a facadas e enterrada em uma área de mata no condado de Marion, Flórida, em 17 de outubro. Dwain Hall, de 54 anos, é acusado de sequestro e homicídio, mas se declarou inocente, alegando que tudo foi consensual. O julgamento está marcado para novembro.

Homenagem dos pais: 'alma extremamente gentil'

Os pais de Sonia divulgaram uma declaração descrevendo-a como uma "pessoa verdadeiramente linda, por dentro e por fora". O texto, divulgado pela polícia local, destaca a bondade e o talento da filha: "Ela tinha uma alma extremamente gentil — tão gentil que escolheu ser vegana, pois não suportava a ideia de qualquer animal sofrer apenas para que ela pudesse se alimentar. Era assim que ela era: bondosa, compassiva e cheia de um amor sereno."

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A família também ressaltou suas habilidades musicais: "Sonia tocava piano com uma facilidade impressionante e, quando cantava, tinha voz de anjo. Estar perto dela era algo especial; ela transmitia uma calma e um calor humano que tornavam tudo mais leve." Os pais enfatizaram que Sonia nunca julgava: "Ela nunca julgava nem criticava; simplesmente aceitava as pessoas como elas eram e as amava por isso." A homenagem conclui com uma declaração de amor eterno: "Você foi profundamente amada e sempre será profundamente amada. Sentimos sua falta mais do que as palavras podem expressar."

Amigas e irmãos também prestam tributo

Uma das melhores amigas de Sonia também se manifestou, escrevendo que "nunca conheceu uma alma com um coração maior ou mais puro, e ninguém me fazia sentir tão compreendida quanto ela". Os irmãos da vítima a descreveram como a "alma mais doce e gentil que existia".

O crime e as investigações

Segundo os investigadores, Sonia, que morava em Portsmouth, Inglaterra, deixou provas em seu computador "indicando que estava viajando para os Estados Unidos para ser abusada sexualmente, torturada e possivelmente assassinada". O laudo pericial apontou que a britânica sofreu ferimentos por arma branca com profundidade entre 10 e 18 centímetros. Além disso, apresentava uma abrasão seca, vermelho-alaranjada, em forma de 'V'. Exames toxicológicos revelaram traços de canabinoides e quantidade de álcool suficiente para prejudicar seu estado de alerta e julgamento de riscos.

Dwain Hall conheceu Sonia em um site de fetiches dois anos antes do crime. Ele alega que a morte foi consensual, mas o juiz negou seu pedido de liberdade provisória, afirmando: "Há uma grande quantidade de provas contra você." O acusado permanece preso aguardando julgamento em novembro.

Impacto e repercussão

O caso chocou a comunidade local e a família, que agora busca justiça. A polícia do condado de Marion continua investigando os detalhes do pacto macabro. A tragédia reacende o debate sobre a segurança em sites de fetiches e os riscos de encontros com estranhos.

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