Na madrugada de domingo (26), um barman matou a facadas um vendedor ambulante dentro de um bar em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu após o ambulante Luiz Felipe Andreoni Laviola atacar um garçom do estabelecimento. As câmeras de monitoramento registraram a sequência: Laviola entrou no comércio e avançou com uma faca contra o garçom.
Dinâmica do crime
Segundo apurado pelo g1, o garçom foi esfaqueado, mas conseguiu conter o agressor. Nesse momento, o barman interveio, tomou a faca e golpeou o suspeito. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Guarda Civil Municipal (GCM) foram acionados. Ao chegar, as equipes constataram a morte do ambulante ainda no local.
A polícia, com base nas imagens de monitoramento e nos depoimentos, considerou que a tese de legítima defesa era plausível. Em boletim de ocorrência, foi registrado que o barman agiu para defender o colega de trabalho.
Posicionamento da SSP-SP
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou, em nota, que o caso foi registrado como homicídio, lesão corporal e legítima defesa. A pasta destacou que a Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime.
Defesa do barman
A advogada Sthefanny Martins de Paula, que representa o barman, afirmou que o ambulante já havia se envolvido em outros episódios de agressividade física e verbal contra funcionários e clientes do restaurante, além de cometer atos de depredação contra veículos. “Tal fato evidencia que os episódios anteriormente protagonizados não se tratavam de acontecimentos isolados, mas de ocorrências que já haviam demandado a atuação das autoridades competentes”, destacou a defesa em nota.
Segundo a advogada, pouco antes do crime, o ambulante esteve no local consumindo bebidas e passou a se desentender com os frequentadores. Ele foi convidado a se retirar e saiu “em visível estado de exaltação”. Quando o homem voltou com a faca, o garçom teve que “lutar pela própria vida”, ressaltou Sthefanny. De acordo com a defesa, o barman agiu em legítima defesa de terceiro. “Todavia, a injusta agressão não cessou com sua intervenção, passando também a ser alvo dos ataques perpetrados pelo agressor, circunstância que o obrigou igualmente a defender a própria integridade física, permanecendo em luta corporal até conseguir conter a agressão”, disse a advogada. Ela manifestou respeito à vítima, aos familiares dela e também às pessoas agredidas.
O g1 não havia conseguido contato com os responsáveis pelo estabelecimento e com a defesa de Luiz Felipe Andreoni Laviola até a última atualização desta reportagem.



