Professora sobrevive 60 horas presa em carro acidentado em MG
Professora sobrevive 60 horas presa em carro em MG

A professora Leila Gorete da Silva, que ficou presa por mais de 60 horas dentro do veículo após um acidente na MG-444, entre Cássia e Capetinga, continua internada no Hospital de Cássia (MG). Apesar da gravidade do ocorrido, ela está bem e deve receber alta nesta quarta-feira (1º).

Mobilização e buscas

O caso mobilizou familiares, voluntários e forças de segurança durante quase três dias. A professora desapareceu após sair de Capetinga com destino a Cássia. O carro só foi localizado na última sexta-feira (26), quando um caminhoneiro que passava pela rodovia avistou o veículo caído em um barranco.

O professor Sérgio Antônio da Fonseca, primo da vítima, lembra com emoção a mobilização durante as buscas. “Nós imaginávamos se poderia ter ocorrido qualquer coisa. Então tem a serra, que é o lugar mais propício a acidentes. Pessoas voluntárias foram lá com drones (...) nós tentamos rastrear próximo do local onde dava o sinal”, contou.

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Último sinal de celular

Segundo a família, o último sinal do telefone da professora havia sido registrado na rua Paulo Gama, o que levou a diferentes frentes de procura na região. O resgate aconteceu quando um caminhoneiro decidiu avisar um grupo que participava das buscas. Em um áudio enviado, ele descreveu a situação: “Quem conseguir conversar com ‘as polícia’ aí, entra em contato fazendo favor com urgência. Eu achei um carro aqui, e eu acho que é o da Leila e ela tá viva (...) o carro tá caído dentro de um buraco, mas tá bem parece tá?”

Estado de saúde e resgate

De acordo com Sérgio, o veículo capotou várias vezes antes de parar no barranco. “O carro estava com as duas portas do motorista para o solo (...) ela estava invertida, porém muito consciente. A palavra dela foi de agradecimento o tempo todo”, relatou. Equipes do Samu foram acionadas e encontraram a professora com sinais de hipotermia e desidratação severa, além de escoriações pelo corpo.

“Estava apresentando várias escoriações, mas o tempo todo bem orientada, respondeu todas as minhas perguntas”, disse a técnica em enfermagem Débora Fischer. O episódio chamou atenção pela resistência da vítima, especialmente por ter enfrentado dias de frio e chuva.

Sofrimento e milagre

As buscas foram intensificadas durante esse período, como destacou o tenente da Polícia Militar, Rodrigo Borges. “Foi um período de uma semana fria, uma semana que choveu aqui na nossa região. Então sim, ela passou por um sofrimento maior”, afirmou. Para a família, o desfecho é visto como um milagre. “Às vezes, nós que estamos aqui não temos noção disso, da fé. O que a fé é capaz de fazer na vida das pessoas”, disse Sérgio.

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