Um vendedor de churros de 39 anos, Márcio de Souza, foi atropelado intencionalmente por Wanderson da Costa Silva, dono de um bar em Franca (SP), na noite de terça-feira (21). O comerciante suspeitava que Márcio e sua mulher, Irislene Macedo, de 55 anos, tivessem feito uma denúncia por perturbação de sossego que resultou na interdição do estabelecimento. Márcio nega ter prestado qualquer queixa.
O atropelamento e as consequências
O crime ocorreu no estacionamento central da Avenida Chico Júlio, após uma discussão entre o comerciante e as vítimas. Câmeras de segurança flagraram Wanderson dando duas voltas com o carro para atingir o casal e destruir o carrinho de churros. Irislene foi arremessada no chão, perdeu a consciência e foi encaminhada à Santa Casa em estado grave. Márcio sofreu ferimentos nas pernas. Wanderson fugiu, mas se apresentou à polícia acompanhado de advogado horas depois e foi preso em flagrante. Ele deve responder por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.
Acusações e defesa
Após o atropelamento, uma mulher que estava no veículo com Wanderson confrontou Márcio, afirmando ter provas de que ele e Irislene denunciaram o bar à prefeitura. O estabelecimento estava fechado pela Vigilância Sanitária por tempo indeterminado. A mulher disse: "Não foi você? Não foi? Eu tenho provas", mas não foi identificada até a última atualização. Márcio pediu que ela apresentasse as provas. O g1 tentou contato com a defesa de Wanderson, mas não obteve retorno.
Irregularidades do bar
A Prefeitura de Franca informou que o bar de Wanderson não possuía alvará de funcionamento e foi interditado por perturbação de sossego, realização de shows, fechamento de rua e uso irregular de praça pública. O veículo usado no crime passou por perícia e foi entregue à esposa de Wanderson. Segundo a polícia, ele agiu com intenção específica de matar, motivado por um desentendimento desproporcional.



