Vazamento de gás em obra da Sabesp mobiliza equipes no centro de SP
Vazamento de gás em obra da Sabesp no centro de SP

Um vazamento de gás em uma obra da Sabesp mobilizou equipes de emergência na noite desta quinta-feira, 4, no centro de São Paulo. O incidente ocorreu na rua Doutor Teodoro Baima, no bairro da República, e não resultou em vítimas. Este evento ocorre menos de um mês após uma tragédia semelhante: no dia 11 de maio, um vazamento de gás durante uma obra da Sabesp destruiu casas e causou duas mortes no Jaguaré, zona oeste da capital. Na terça-feira, 2, a companhia havia anunciado um pacote de medidas de segurança para prevenir novos acidentes.

Detalhes do incidente

De acordo com a Sabesp, uma equipe realizava um serviço de manutenção emergencial em uma vala aberta no local quando houve a perfuração acidental de uma rede de gás. Imediatamente, a área foi isolada e equipes da companhia e da Comgás foram acionadas. Imagens divulgadas em redes sociais mostram viaturas do Corpo de Bombeiros e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) no local. Houve relatos de moradores que deixaram prédios da região às pressas após sentir forte cheiro de gás. Desta vez, porém, não houve explosão e ninguém ficou ferido.

A Comgás informou que foi acionada às 19h25 para atender a ocorrência. Segundo a concessionária, cerca de 20 minutos depois o vazamento estava eliminado.

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Posicionamento da Sabesp

Em nota, a Sabesp lamentou o ocorrido e afirmou que, ao constatar a perfuração, sua equipe interrompeu imediatamente os trabalhos e acionou os protocolos de segurança. “A concessionária responsável pela rede de gás foi prontamente comunicada, realizou o desligamento do fornecimento e atuou para controlar a ocorrência. A área foi isolada preventivamente e os órgãos competentes foram acionados para acompanhar a situação. Não houve registro de vítimas e o trabalho já foi concluído na madrugada”, diz o comunicado. A Sabesp reforçou seu compromisso com a segurança das operações e destacou que, nesta semana, lançou novas diretrizes e procedimentos voltados ao reforço da prevenção de riscos e segurança das obras.

Medidas reforçadas após explosão no Jaguaré

Na terça-feira, 2, a Sabesp anunciou que vai triplicar o número de fiscais – de 200 para 600 – e monitorar todas as obras por câmeras com inteligência artificial até o final do ano. As medidas foram motivadas pela explosão no Jaguaré, no dia 11 de maio, que provocou as mortes do segurança Alex Fernandes Nunes, de 49 anos, e do pintor autônomo Francisco Bondemba da Silva, de 57. Além disso, 16 casas foram destruídas e outras 22 parcialmente interditadas na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré.

Entre as mudanças anunciadas está a ampliação das chamadas “janelas de inspeção”, aberturas feitas manualmente no solo para verificar se canos e dutos estão realmente nos locais indicados pelos cadastros das concessionárias antes do início das escavações com máquinas. A chamada “zona de atenção”, usada para mapear interferências subterrâneas antes das perfurações, vai passar de 1 para 3 metros de cada lado da futura tubulação. A prioridade será acompanhar obras consideradas mais críticas, especialmente aquelas realizadas próximas a redes de gás.

Investigações e assistência às famílias

As causas da explosão no Jaguaré ainda estão sob investigação. Perícias e avaliações técnicas estão em andamento. O governo de São Paulo, a Sabesp e a Comgás informam que atuam em conjunto no atendimento às famílias atingidas e no esclarecimento das causas da explosão. Das famílias desalojadas por causa da tragédia, 40 conseguiram alguma forma de atendimento, mas ainda há pessoas aguardando em hotéis ou imóveis alugados.

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