Vazamento de gás em Manaus: 1 morto e 149 intoxicados
Vazamento de gás em Manaus: 1 morto e 149 intoxicados

Um vazamento de monômero de estireno em uma unidade industrial da Innova, no Distrito Industrial de Manaus, resultou na morte de um homem de 67 anos e deixou 149 pessoas intoxicadas, segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Saúde do Amazonas. O incidente ocorreu ao longo da semana, e o homem já havia procurado unidade de saúde com dificuldades respiratórias antes do vazamento.

Cronologia do incidente e atendimento às vítimas

O vazamento foi detectado na terça-feira, 14 de julho de 2026, na fábrica de poliestireno. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e isolaram a área. Ao todo, 149 pessoas apresentaram sintomas de intoxicação, como náuseas, tontura e irritação respiratória. Destas, 140 já receberam alta hospitalar e nove permanecem internadas em estado estável.

O homem de 67 anos, que faleceu, tinha histórico de doença respiratória crônica. Ele havia ido a uma unidade de saúde nos dias anteriores com queixas de falta de ar. A Secretaria de Saúde do Amazonas informou que não há, até o momento, evidências que estabeleçam relação direta entre a morte e o vazamento de gás, mas investigações continuam.

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Substância química e riscos à saúde

O monômero de estireno é um composto orgânico volátil utilizado na fabricação de plásticos e borrachas. A exposição aguda pode causar irritação nos olhos, pele e vias respiratórias, além de efeitos no sistema nervoso central, como dores de cabeça e fadiga. A população residente nas proximidades do Distrito Industrial foi orientada a permanecer em casa com portas e janelas fechadas até a contenção do vazamento.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o vazamento foi controlado após 48 horas, e as medições de qualidade do ar indicam que os níveis de estireno estão dentro dos limites aceitáveis. No entanto, equipes de monitoramento permanecem no local para garantir a segurança.

Reação das autoridades e medidas adicionais

O governo do Amazonas decretou estado de alerta na capital e mobilizou equipes da Defesa Civil e Vigilância Sanitária. A empresa Innova se manifestou por meio de nota, informando que colabora com as investigações e presta assistência às vítimas e seus familiares. A Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas também abriu um procedimento administrativo para apurar responsabilidades.

O presidente do Sindicato dos Químicos do Amazonas, João Carlos Silva, afirmou: "Este acidente expõe a fragilidade das medidas de segurança nas indústrias químicas da região. É fundamental que haja uma fiscalização rigorosa para evitar novas tragédias."

Impacto na comunidade e medidas preventivas

Moradores do bairro vizinho ao Distrito Industrial relatam odor forte e sintomas leves de irritação. A Prefeitura de Manaus distribuiu máscaras e orientou a população a buscar atendimento médico em caso de agravamento dos sintomas. Escolas e creches na região foram fechadas por dois dias como precaução.

Especialistas em saúde pública destacam que, embora a morte do idoso não tenha sido diretamente ligada ao vazamento, a exposição a poluentes pode agravar condições preexistentes. A Secretaria de Saúde recomenda que pessoas com doenças respiratórias crônicas redobrem a atenção e evitem áreas próximas ao local do acidente.

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