Após treze dias foragido, Carlos Daniel Gonçalves se entregou à polícia de Mâncio Lima, no interior do Acre, nesta segunda-feira (8), temendo represálias. O suspeito de homicídio havia fugido do fórum do município durante uma audiência de custódia, após pedir para usar o banheiro. A informação foi confirmada ao g1 pelo delegado José Obetânio dos Santos.
Fuga durante audiência
Segundo o delegado, uma nova audiência está marcada para esta terça-feira (9), mas, desta vez, a sessão contará com reforço na segurança. "Depois desse episódio, estamos cabreiros e ainda vamos apurar sobre essa fuga e onde ele ficou abrigado nesse tempo. Outro fator é que também teve um dano qualificado, visto que ele cortou a algema que estava utilizando no dia da última audiência", resumiu.
A Polícia Civil havia levado o homem até o fórum e o deixado sob responsabilidade da guarnição do Judiciário. O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), que informou que iria analisar o caso.
Vídeo mostra fuga
Um vídeo que circulava nas redes sociais mostrava o momento em que Gonçalves passou correndo pela rua e, logo em seguida, um policial aparece correndo em busca de capturá-lo. Em seguida, um carro apareceu e deu carona a um outro policial. Ainda assim, a captura não foi feita.
Segundo o delegado, o homem tem uma extensa ficha criminal, que vai de tráfico de drogas a homicídio, e é considerado um dos mais perigosos da região. "É um cidadão que vive preso. Logo após a morte da vítima, ele foi preso, mas conseguiu liberdade e foi capturado novamente por tráfico", disse.
O homicídio
A vítima, Carlos César de Souza da Silva, de 24 anos, dormia com a família quando teve a casa invadida, em 31 de dezembro do ano passado, por três homens encapuzados que se passaram por policiais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda foi acionado, mas a vítima já estava sem vida.
Carlos César também tinha ficha criminal e havia sido preso no final de novembro por matar Claudemir Cruz Vieira, de 26 anos, primo dele, durante uma briga por carne de tatu. Na época, ele foi solto para aguardar o processo em liberdade e acabou morto.
"É acusado de diversos roubos, inclusive homicídios registrados ano passado e outro já este ano. Ele confessou a prática dos roubos e informou os participantes. Com isso, damos uma resposta à população de Mâncio Lima, que vem sofrendo com os constantes assaltos a residências e estabelecimentos comerciais", disse o delegado Marcílio Laurentino sobre a prisão à época.



