Uma operação da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, localizou um dos indivíduos apontados como responsável pela morte do agente Carlos Alberto Freire Neto, ocorrida no início do mês, na mesma localidade. Paulo Roberto Barreto da Silva, conhecido como PL ou Arcanjo, foi baleado após troca de tiros e levado para uma unidade de saúde, onde segue internado sob custódia. Outros seis homens foram presos na ação, assim como um adolescente, apreendido.
Confronto e apreensões
De acordo com a Polícia Civil, seus agentes voltaram a ser atacados nesta sexta-feira, e houve confronto. Baleado, Arcanjo será autuado em flagrante e encaminhado à prisão após receber alta médica. Com o criminoso, foram apreendidos uma pistola com dois carregadores, drogas e um rádio comunicador. A polícia informa ainda que o criminoso, que possui uma extensa ficha criminal, costumava se exibir portando armas em postagens nas redes sociais. Em uma das publicações identificada pela Polícia Civil, o indivíduo aparecia dormindo com um fuzil em sua cama.
Detalhes da operação
A ação, já encerrada, foi realizada por equipes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e da 96ª DP (Miguel Pereira), que também encontraram uma central clandestina de internet. Após ataque, carro bateu na Avenida Brasil. Quatro agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foram até o Muquiço no último dia 8, para uma ação de reconhecimento na entrada da comunidade. A viatura descaracterizada usada pelo grupo, no entanto, foi atacada por traficantes.
Morte do agente Carlos Alberto Freire Neto
Na ocasião, Carlos Alberto Freire Neto, que tinha 35 anos, foi ferido na cabeça e não resistiu aos ferimentos. Outros dois colegas precisaram de atendimento médico. Neto era justamente quem dirigia o veículo, um Nissan Branco, até encontrar, na altura de uma praça, uma valeta com pneus que formava uma barricada improvisada. Ao manobrar para voltar à Avenida Brasil, o inspetor foi surpreendido por criminosos que começaram a atirar. Mesmo atingido, o policial avançou por cerca de 150 metros. O veículo ainda atravessou a pista lateral da avenida e só parou ao bater em um muro, já na pista central, no sentido Centro. Essa atitude pode ter ajudado a salvar a vida dos outros três policiais no carro, incluindo uma inspetora baleada na perna. Agentes que passavam pela via expressa em um carro da Secretaria estadual de Polícia Penal (Seppen) ainda trocaram tiros com os criminosos, que fugiram em seguida.



