Uma mulher de 31 anos e seus dois filhos, de 4 e 15 anos, foram resgatados nesta quinta-feira (4) em uma área ribeirinha de Macapá, no Amapá, após denúncias de cárcere privado e violência doméstica. A família vivia sob constantes ameaças e agressões em uma comunidade de Rio Fugido.
De acordo com as autoridades, quando os policiais chegaram ao local, Vailson Pinheiro de Carvalho, de 34 anos, atirou contra os agentes, que reagiram. No confronto, o suspeito morreu. “Diante das informações de que ele estaria ameaçando as vítimas, foi feito um planejamento para o resgate dessa família. Ao chegar no local, o indivíduo altamente perigoso e descontrolado reagiu e atirou contra os policiais”, afirmou o Capitão Bryan Fonseca, do Grupo Tático Aéreo (GTA).
Detalhes do resgate
Após o resgate, a família foi levada para Macapá. A mulher relatou sofrer agressões físicas e psicológicas de forma constante. Ela apresentava ferimentos nos braços e pernas, provocados por golpes de terçado. A filha de 15 anos também contou que já havia sido vítima de violência dentro de casa. O secretário de Justiça e Segurança Pública do Amapá, Cézar Vieira, disse que a vítima relatou sofrer agressões há cerca de 15 anos. “São mais de uma década de tortura em que a vítima e suas filhas estavam sendo agredidas de forma reiterada. Inclusive a mulher sofreu agressão física na noite anterior e ainda consta com lesões no rosto”, afirmou.
Investigação e apoio
De acordo com a Sejusp, as equipes fizeram um planejamento prévio antes da operação. A denúncia surgiu após atendimento médico à vítima na comunidade de Carapanatuba, distrito de Macapá. Profissionais identificaram cicatrizes antigas e sinais de violência recorrente. A mulher e os filhos serão acompanhados pela rede de proteção à mulher.



