A Polícia Civil do Distrito Federal anunciou, nesta segunda-feira (8), que está em busca dos receptadores do combustível furtado de um oleoduto da Transpetro, subsidiária da Petrobras, na região de Ceilândia. O furto foi realizado por uma quadrilha de três homens, presos em flagrante no último sábado (6). O grupo cavou um túnel até o duto e conseguiu extrair 100 mil litros de combustível em apenas cinco dias. Agora, as autoridades tentam identificar quem comprou o material.
Risco de explosão e operação perigosa
De acordo com a Polícia Civil, a ação exigia conhecimento técnico especializado, pois qualquer erro poderia provocar uma explosão de grandes proporções. O delegado Fernando Fernandes afirmou: "Segundo os técnicos da Transpetro, houve sim um sério risco de explosão, cujo alcance seria em torno de um raio de 3 km do local onde foi perfurado ilegalmente o oleoduto." A Transpetro informou que concluiu o reparo do trecho danificado do Oleoduto São Paulo-Brasília (Osbra) no domingo (7), retomando a operação normal.
Como o crime foi cometido
O furto ocorreu em Ceilândia, no Distrito Federal. Os criminosos alugaram uma loja às margens da DF-180 e escavaram um túnel dentro do imóvel até alcançar o oleoduto. Eles perfuraram a tubulação, soldaram uma válvula de controle e instalaram uma mangueira de alta pressão, que levava o combustível diretamente para o interior da loja. Após a prisão, os três homens foram autuados por furto qualificado, associação criminosa, crime ambiental e por expor a população a perigo.
Investigação e denúncias
As investigações começaram após denúncias da Transpetro sobre possíveis perdas de combustível no sistema. Moradores da região também relataram movimentações suspeitas na loja alugada e o forte odor de gasolina. Após dias de monitoramento, policiais da 19ª Delegacia flagraram os suspeitos entrando na loja e descobriram a complexa estrutura para retirada clandestina de combustível. O proprietário do imóvel afirmou desconhecer a atividade criminosa e disse ter alugado o espaço em março, acreditando que seria uma borracharia.
Possível ligação com organizações criminosas
A polícia investiga a possível ligação dos envolvidos com organizações criminosas do Rio de Janeiro e São Paulo. Um dos suspeitos já teria sido preso há cerca de dois anos no DF por um esquema semelhante de furto de combustível. Após as prisões, a Transpetro e o Corpo de Bombeiros foram acionados para avaliar os impactos e verificar riscos remanescentes para a população e o meio ambiente.
Nota da Transpetro
A Transpetro emitiu nota informando que concluiu o reparo do duto e retomou a operação normal. A companhia reforçou que é vítima da ação de criminosos e atua em conjunto com as autoridades para combater essa prática. Também disponibiliza o telefone 168, canal gratuito e anônimo, 24 horas para denúncias sobre movimentações suspeitas em faixas de dutos.



