Princípio de rebelião em presídio de João Pessoa motivado por facções
Princípio de rebelião em presídio na PB motivado por facções

Um princípio de rebelião foi registrado neste sábado (1º) no Pavilhão 1 do PB2, unidade do Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, em João Pessoa. A Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) confirmou que o episódio começou após uma briga entre integrantes de duas facções criminosas rivais que convivem no mesmo pavilhão.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi classificada como princípio de rebelião e mobilizou equipes do 5º Batalhão, responsável pela área do presídio. A TV Cabo Branco apurou que o conflito teve início quando detentos ligados ao Bonde do Cangaço tentaram invadir uma cela ocupada por cinco presos do PCC. A ação teria sido o estopim para o quebra-quebra no pavilhão.

PM confirma que não houve mortos, feridos graves ou fugas

O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, que atendeu à ocorrência, afirmou que nenhum preso morreu nem ficou gravemente ferido. A PM também informou que não houve fugas e que nenhum agente ou detento foi mantido como refém. As informações foram repassadas à imprensa ainda na manhã deste sábado.

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O Corpo de Bombeiros também foi acionado para apoiar o controle do princípio de rebelião. Segundo a corporação, foram encontrados colchões queimados e danos ao patrimônio no pavilhão. As chamas teriam sido controladas rapidamente, sem necessidade de evacuação da unidade. Vídeos gravados por populares mostram a entrada de viaturas da PM e do Corpo de Bombeiros no complexo penitenciário.

Briga entre Bonde do Cangaço e PCC foi a causa

A Seap-PB informou que a motivação do princípio de rebelião foi uma briga entre integrantes de duas facções criminosas rivais. O Bonde do Cangaço e o PCC são grupos que atuam dentro do sistema prisional paraibano e, no Pavilhão 1 do PB2, dividem o mesmo espaço físico. A tentativa de invasão de cela teria sido a faísca para o confronto generalizado.

A reportagem da TV Cabo Branco acompanhou o movimento no entorno do presídio e registrou a chegada dos bombeiros e da PM. Imagens feitas no local mostram viaturas estacionadas na entrada do complexo e agentes de segurança circulando pela área. O Pavilhão 1 do PB2 ficou isolado durante a ação das forças de segurança.

Famílias de presos ficam de fora após cancelamento de visitas

O princípio de rebelião também derrubou o cronograma de visitas do complexo penitenciário. Estava marcado para este sábado o dia de visitação aos presos, e muitas famílias chegaram cedo ao local. Com a confusão, os parentes foram orientados a não entrar. A TV Cabo Branco flagrou famílias aguardando do lado de fora, sem previsão de quando poderiam ver os detentos.

A Seap-PB explicou que as visitas aos presos do Pavilhão 1 do PB2 estão temporariamente suspensas. Para os outros pavilhões, a liberação será feita de forma gradual, ao longo do dia, assim que a segurança for restabelecida por completo. A medida busca evitar que novas confusões ocorram durante a movimentação de visitantes.

Seap avalia danos e estuda novas medidas

Em nota, a Seap-PB disse que está sendo feita uma análise para identificar os danos causados no pavilhão onde houve a briga. O objetivo é mapear os prejuízos materiais, como colchões queimados e outros equipamentos destruídos, e garantir que o local esteja apto a receber visitas novamente. A secretaria não estipulou prazo para a conclusão da vistoria.

O Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes reúne as unidades PB1 e PB2 e é considerado um dos mais seguros da Paraíba. Ainda assim, o episódio deste sábado mostrou que o convívio entre facções rivais dentro do sistema prisional segue como um desafio para a administração penitenciária. A Seap afirmou que novas medidas de segurança estão sendo avaliadas para evitar que novos confrontos aconteçam.

As forças de segurança permaneceram no local para garantir a ordem até o fim da manhã. A principal expectativa agora é a liberação gradual das visitas e a recuperação do Pavilhão 1, que segue interditado até que os danos sejam totalmente reparados.

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