O RWDM Brussel, clube da Bélgica, anunciou neste sábado, 1º de agosto de 2026, que deixou oficialmente a Eagle Football, a rede multiclubes controlada pelo empresário americano John Textor, ex-gestor da SAF do Botafogo. O time belga, antigo Molembeek, era um dos três clubes da estrutura, ao lado do Botafogo e do Lyon. Os três deixaram a rede em meio à crise financeira e institucional que atingiu o grupo multiclubes do investidor.
Em comunicado público, o RWDM informou que a saída redefine sua ambição desportiva única, com a volta de Thierry Dailly à presidência. Segundo a nota, o clube busca "estabilizar de forma duradoura a instituição e de lhe devolver um forte enraizamento bruxelense". A mensagem destaca que todas as condições necessárias para a operação foram cumpridas e que os documentos relativos à transferência de controle do clube foram assinados.
Fim do capítulo Eagle Football
A nova estrutura de governança já foi definida, mas a composição, a organização e a distribuição das responsabilidades serão detalhadas em uma conferência de imprensa marcada para a próxima segunda-feira, 3 de agosto, às 16h. Segundo o clube, a operação marca o fim do capítulo Eagle Football e abre uma nova etapa na história do RWDM. A decisão representa o desfecho de um processo de saída que já havia afetado os outros dois clubes da rede.
O clube belga ressalta que a mudança ocorre em um contexto particularmente difícil, marcado por uma situação financeira, institucional e desportiva complexa. A nova direção afirma estar plenamente consciente da amplitude do trabalho a realizar e da necessidade de restabelecer, progressivamente, uma gestão sã, rigorosa e sustentável. Essa avaliação vem após meses de turbulência na rede multiclubes de Textor, que perdeu Botafogo e Lyon antes do RWDM. Com a saída do RWDM, os três clubes que formavam a Eagle Football deixaram a estrutura, encerrando o projeto multimercado do empresário.
As prioridades de Thierry Dailly
Thierry Dailly, que já presidiu o RWDM anteriormente, retorna com um projeto baseado em quatro prioridades: a estabilização financeira; o restabelecimento de uma clara estrutura de governança; o reforço da ligação com os adeptos e stakeholders locais; e a reconstrução de uma ambição desportiva realista e responsável. O dirigente quer reconstruir um projeto que devolva ao clube sua identidade bruxelense e a confiança da torcida. Durante a conferência de imprensa de segunda-feira, ele deverá explicar como pretende colocar essas prioridades em prática.
"O RWDM é muito mais do que um clube de futebol. Representa uma história, uma identidade e uma comunidade profundamente ligada às suas cores. A situação é difícil e não queremos fazer promessas irrealistas. A nossa responsabilidade é hoje proteger o clube, estabilizá-lo e reconstruir, passo a passo, um projeto do qual os adeptos possam voltar a orgulhar-se", declarou Dailly. A fala do presidente reforça a intenção de construir uma gestão de longo prazo, sem atalhos.
Governança e próximos passos
A nova direção agradeceu a todos os intervenientes que contribuíram para a realização da operação, com um reconhecimento especial a Mestre Vincent Groeteclaes, do gabinete Faber Inter, a toda a equipe do gabinete Liedekerke, bem como às equipes da Ebury, da Cork Gully e da Ares. Esses profissionais foram determinantes para a finalização da aquisição, segundo o comunicado.
A apresentação das grandes orientações do projeto ocorrerá na conferência de imprensa de segunda-feira. Na ocasião, serão detalhadas a nova governança do clube, sua organização e os próximos passos na reconstrução da instituição. A nova direção reforçou que a prioridade imediata é estabilizar o clube e estabelecer uma gestão sustentável no longo prazo. O clube também informou que mais informações práticas sobre o evento serão comunicadas aos media e aos diversos stakeholders.
Com a saída oficializada, o RWDM deixa para trás a era de gestão multiclubes e inicia uma nova fase como clube independente. A apresentação do plano de reestruturação à imprensa, na segunda-feira, será o primeiro passo público da nova gestão para reconquistar a estabilidade e devolver ao clube o protagonismo em Bruxelas.



