Dono de bar preso por atropelar vendedores de churros culpa vizinhos
Preso por atropelar vendedores de churros culpa vizinhos

O comerciante Wanderson da Costa Silva, preso em flagrante por atropelar um casal de vendedores de churros em Franca (SP), afirmou nas redes sociais ser vítima de perseguição de vizinhos após ter seu bar interditado por perturbação de sossego. Câmeras de segurança flagraram o momento em que ele deu duas voltas com o carro para atingir as vítimas e destruir o carrinho de churros.

O crime

Segundo a Polícia Civil, o atropelamento ocorreu na noite de terça-feira (21), no estacionamento da Avenida Chico Júlio, a 800 metros do bar de Wanderson. Ele discutiu com as vítimas antes de dirigir o veículo contra elas. Irislene Macedo, de 55 anos, foi encaminhada à Santa Casa em estado grave. Márcio de Souza, de 39 anos, sofreu ferimentos nas pernas.

De acordo com uma das vítimas, Wanderson cometeu o crime por acreditar que a denúncia contra o estabelecimento partiu dos vendedores. O casal, no entanto, nega ter prestado qualquer queixa relacionada ao bar. "Já faz 18 anos que a gente está ali e sempre teve essa perseguição", disse o dono do bar em um vídeo nas redes sociais.

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Prisão e depoimento

Wanderson fugiu após o atropelamento, mas se apresentou à Polícia Civil acompanhado de advogado nesta quarta-feira (22). Foi preso em flagrante e responde por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. Durante o depoimento, permaneceu em silêncio. Posteriormente, a Justiça decretou sua prisão preventiva. O g1 entrou em contato com a defesa do comerciante, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Interdição do bar

A Prefeitura de Franca informou que o bar de Wanderson foi interditado não apenas por perturbação de sossego, mas também por realização de shows, fechamento de rua e uso irregular de praça pública. Além disso, o estabelecimento não possui alvará de funcionamento. Em vídeo direcionado a clientes, o dono do bar lamentou a interdição e disse que passaria a atender apenas por entregas.

"Por infelicidade de algumas pessoas que denunciaram a gente lá, a gente não pode ter mais atendimento presencial. Diz que a gente estava incomodando com barulho e agora a gente não pode usar a praça nem a calçada. A praça é área pública e a calçada não dá metragem", comentou. Ele afirmou que sempre houve perseguição por parte dos vizinhos: "Desde o primeiro momento, a gente já viu, quando eu tinha uma barraquinha, comecei com uma barraquinha do lado de lá e ali a gente foi crescendo, crescendo, e essa perseguição sempre vem vindo."

Impacto e repercussão

O caso gerou comoção na cidade de Franca. As imagens das câmeras de segurança mostram a violência do ataque. A vítima Irislene Macedo permanece internada em estado grave. A polícia continua investigando o caso. Wanderson da Costa Silva aguarda julgamento preso.

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