Preso em Santos 'Joker', desenvolvedor de programas de fraude virtual
Preso 'Joker', desenvolvedor de programas de fraude, em Santos

Um homem de 31 anos, identificado como “Joker”, foi preso em Santos, no litoral de São Paulo, na noite de quinta-feira (30). Ele é suspeito de desenvolver e comercializar programas de computador utilizados por quadrilhas especializadas em fraudes virtuais. A prisão ocorreu no bairro Vila Matias e foi realizada por policiais da 5ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Roubos a Bancos (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Atuação na dark web

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito utilizava a chamada “dark web” para vender ferramentas digitais que abasteciam esquemas criminosos de disparo de mensagens. O objetivo era obter dados pessoais e senhas de vítimas para a aplicação de golpes. A dark web é uma área da internet acessível apenas por softwares específicos, onde o anonimato dificulta a identificação de usuários e atividades, conforme definiu a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

Prisão e apreensões

Os policiais cumpriram um mandado de prisão no endereço de Joker, que era considerado procurado pela Justiça. No local, foram apreendidos notebooks, celulares, dispositivos de armazenamento e outros equipamentos eletrônicos, além de um veículo. Todo o material será analisado pela perícia. O homem foi encaminhado ao Deic, onde permaneceu preso à disposição da Justiça. O caso foi registrado como captura de procurado e localização e apreensão de veículo pela 5ª Delegacia da Disccpat.

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Antecedentes criminais

Esta não é a primeira vez que Joker é capturado. Em 2023, ele já havia sido preso durante a Operação Falsa Central, uma investigação da Polícia Civil de Sergipe com apoio da corporação de São Paulo, focada em fraudes virtuais por meio de falsas centrais telefônicas. Depois de deixar a prisão, a Justiça determinou uma nova captura em razão de outro procedimento relacionado a ameaças e coação contra a autoridade policial responsável pelo caso anterior. As circunstâncias do novo mandado reforçam o histórico do suspeito no envolvimento com o crime digital.

As investigações continuam para identificar outros integrantes da rede criminosa que se beneficiava dos softwares desenvolvidos por Joker. A perícia nos equipamentos apreendidos deve auxiliar no mapeamento das operações ilegais e na quantificação dos prejuízos causados às vítimas. A Polícia Civil alerta para a importância de a população redobrar a atenção com mensagens suspeitas e nunca fornecer senhas ou dados pessoais por canais não oficiais.

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