Homem é preso lavando roupas com sangue após matar a esposa em GO
Preso ao lavar roupas com sangue após matar a esposa em GO

Um homem de 25 anos foi preso em Jataí, no sudoeste de Goiás, suspeito de matar a própria esposa, de 34 anos. A Polícia Militar foi acionada após o suspeito ligar para o irmão e confessar que havia "feito besteira". Quando os agentes chegaram à residência, no último domingo (2), encontraram o corpo da vítima no quarto do casal, coberto por uma toalha, e o suspeito lavando roupas na máquina — que estavam sujas de sangue.

Ligação para o irmão e prisão em flagrante

Segundo a polícia, o irmão do suspeito recebeu uma ligação por volta das 10h da manhã, na qual o autor pedia que ele fosse até a casa do casal. O irmão, ao chegar, encontrou o suspeito em "visível estado de transtorno" e pediu a um acompanhante que acionasse a PM. O delegado Marlon Souza, responsável pela investigação, relatou que o suspeito foi encontrado pelos policiais dentro da residência portando uma faca.

O nome do suspeito não foi divulgado, e o g1 não conseguiu contato com a defesa para comentar o caso. A prisão em flagrante foi efetuada no local, e o homem deve passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (3). Ele deve responder por feminicídio.

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Versão do suspeito e contradições

De acordo com o delegado, o suspeito inicialmente afirmou que estava apenas lavando roupas sujas na máquina. No entanto, depois entrou em contradição e passou a dizer que as roupas em lavagem eram as suas e as da vítima, utilizadas na noite anterior. A polícia acredita que ele tentava eliminar vestígios do crime.

O suspeito contou que o casal havia ido a um bar e retornado para casa às 3h da manhã, quando começaram a discutir. Durante a discussão, ele teria enforcado a vítima. A polícia não informou se havia histórico de violência doméstica.

Criança de 10 anos ouviu a discussão

No imóvel, também estava o filho da vítima, de 10 anos, que ouviu a discussão do quarto em que estava. A criança foi entregue a um familiar e deve receber acompanhamento psicológico, conforme informou o Conselho Tutelar de Jataí. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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