A Polícia Civil do Amapá abriu um procedimento investigativo para apurar uma série de mortes e casos de maus-tratos contra animais comunitários no campus Marco Zero da Universidade Federal do Amapá (Unifap), em Macapá. As diligências já estão em andamento e o caso é tratado com prioridade devido à sua relevância social. O objetivo é identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias das agressões.
Denúncias de violência
Estudantes e voluntários do Projeto Mi-au, que atua na proteção de cães e gatos da universidade, relataram episódios graves, como envenenamento, uso de cola de sapateiro na pelagem, espancamentos e até a decapitação de uma gata. Casos recentes incluem a morte de animais encontrados com sinais de violência, como um gato com a mandíbula quebrada e o cão comunitário conhecido como “Marginal”, que morreu em frente ao prédio da Pró-Reitoria de Extensão e Ações Comunitárias (Proeac). Em situação anterior, um laudo pericial confirmou o envenenamento do cão “Leão”.
Ao g1, o estudante de Ciências Biológicas e voluntário do projeto, Wevertom Lorran, relatou a gravidade dos episódios recentes e apontou que os crimes se intensificam quando a circulação no campus diminui. "Esses casos já vêm acontecendo há bastante tempo, já tem mais de um ano. São casos de maus-tratos e também de desaparecimentos de bichinhos. Recentemente, teve o caso da gatinha que teve cola de sapateiro espalhada pela pelagem e agora essa decapitação. São casos recorrentes apenas no período de recesso, quando não há fluxo de pessoas", afirmou Lorran.
Colaboração da população
A Polícia Civil solicita apoio da comunidade para esclarecer os fatos. Informações, fotos, vídeos ou qualquer outro material podem ser encaminhados à 9ª Delegacia de Polícia de Macapá pelo número 96 98104-1898 ou pelo 190. O sigilo da identidade do denunciante é garantido.
Legislação
A Lei nº 14.064/2020 prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais, para quem comete crimes contra cães e gatos.



