Um açougueiro de 48 anos foi preso em flagrante após esfaquear três colegas de trabalho em um supermercado Assaí Atacadista em Jundiaí (SP), na manhã de segunda-feira (3). De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito já havia ameaçado cometer o crime e alegou ter agido por sofrer bullying no ambiente de trabalho. As vítimas, funcionários de 25, 28 e 37 anos, foram atacadas de surpresa enquanto realizavam suas tarefas rotineiras.
Detalhes do ataque e perfil do agressor
Segundo o boletim de ocorrência, o homem conhecia a rotina interna dos colaboradores por ser funcionário do açougue, o que facilitou o ataque surpresa. Duas vítimas foram atingidas no rosto, e a terceira, no ombro, ao tentar separar os envolvidos. O agressor também sofreu ferimentos leves durante a confusão. A faca utilizada no crime foi apreendida pela polícia.
O suspeito declarou aos policiais militares que sofria provocações constantes e pretendia esfaquear o maior número possível de pessoas. A TV TEM apurou que ele é de Francisco Morato e já possui passagem por tentativa de homicídio. Durante o ataque, os clientes foram orientados pelos alto-falantes da loja a evacuar o imóvel, e os próprios funcionários contiveram o agressor até a chegada da Polícia Militar.
Repercussão e posicionamento da empresa
Em nota, a rede Assaí Atacadista confirmou o ataque na unidade da Avenida União dos Ferroviários e informou que as vítimas foram socorridas rapidamente, receberam atendimento médico e passam bem. "A Companhia está prestando total apoio médico e colaborará integralmente com as autoridades na apuração dos fatos, que seguem sob investigação", diz a nota.
O caso foi registrado como tentativa de homicídio por motivo fútil, e o homem foi levado para a delegacia de Jundiaí, onde permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para apurar as circunstâncias do crime e o histórico de ameaças do suspeito.
Contexto e prevenção
O episódio reacende o debate sobre saúde mental e assédio moral no ambiente de trabalho. Especialistas apontam que casos de bullying corporativo podem ter consequências graves, como o ocorrido. Empresas são incentivadas a adotar canais de denúncia e programas de apoio psicológico para prevenir situações extremas.
A polícia local investiga se o suspeito realmente sofria bullying e se as ameaças anteriores foram reportadas à supervisão do supermercado. A faca apreendida passará por perícia, e testemunhas serão ouvidas nos próximos dias.



