Polícia identifica administrador de grupo no Telegram que compartilhava fotos de mulheres sem consentimento
Polícia identifica administrador de grupo no Telegram

A Polícia Civil identificou o administrador e outros envolvidos de um grupo no aplicativo Telegram que reunia cerca de 900 integrantes e que estaria sendo usado para o compartilhamento de fotos de mulheres sem consentimento. O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Adamantina (SP).

Conforme informado pela Polícia Civil à TV TEM nesta terça-feira (9), três suspeitos foram identificados. Além disso, das 45 vítimas, 42 já foram ouvidas pela polícia até o momento. O inquérito instaurado aguarda informações de operadoras telefônicas, laudo do Instituto de Criminalística (IC) e relatório de análise dos equipamentos apreendidos.

Conforme a polícia, o Instagram e o Telegram já encaminharam partes das informações solicitadas pelas autoridades. O caso segue sob investigação até que todos os fatos sejam completamente esclarecidos.

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Relembre o caso

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Adamantina (SP) investiga um caso envolvendo a divulgação de imagens de meninas em um grupo na internet que reunia cerca de 900 integrantes. Segundo a Polícia Civil, as imagens eram retiradas de perfis públicos das vítimas nas redes sociais e compartilhadas no grupo. A partir dessas fotos, utilizadas ilegalmente, os participantes faziam comentários ofensivos sobre as mulheres e produziam até vídeos com o uso de ferramentas digitais.

As investigações conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) continuam e buscam identificar os responsáveis pela criação e manutenção do grupo, bem como apurar em quais crimes as condutas podem se enquadrar. As responsabilidades serão individualizadas conforme a participação de cada envolvido. Entre as possíveis tipificações estão difamação, importunação sexual e divulgação de cena pornográfica sem o consentimento da vítima, prevista no artigo 218-C do Código Penal. Como parte das vítimas envolve crianças e adolescentes, a apuração também considera o artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da divulgação de material envolvendo menores.

Como denunciar

Além de procurar a Delegacia de Defesa da Mulher, as vítimas podem fazer denúncias por meio do telefone 180, que pertence ao programa nacional que funciona 24 horas e recebe denúncias de assédio e violência contra mulheres, encaminhando essas denúncias aos órgãos competentes. O serviço também realiza acolhimento, orientações e encaminhamentos para os serviços da rede de atendimento em todo o território nacional.

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